Pensamento do dia: “O dicionário é o pai dos inteligentes: os burros dispensam-no”. (Mário da Silva Brito)
Autor: Oswaldo Amaral | Tags: burro, dicionário, dispensa, inteligente, paiPostado em 27 de janeiro de 2012 | No Comments
Peito bonito é bem público
Autor: Oswaldo Amaral | Tags: Anvisa, bonito, peito, saúde pública, silicone, SUSO silicone virou assunto de saúde pública no Brasil. Após ficar comprovado que há riscos de ruptura no material importado da França e da Holanda, o governo decidiu liberar o uso do SUS para as cirurgias de retirada de próteses mamárias que se romperam. As pacientes reclamam, alegando que a cirurgia deve ser preventiva também. O governo está sob pressão para liberar de vez a rede universal de saúde para toda cirurgia de troca de silicone.
O tema levanta algumas questões interessantes. Em primeiro lugar, parece que a Anvisa está tão preocupada em controlar a vida dos cidadãos nos mínimos detalhes que deixa passar casos mais graves como esse. Para se meter na quantidade de sal do pão francês os funcionários da agência arrumam tempo, mas não para detectar problemas no silicone importado. Tudo bem. Isso acontece, ainda que possamos questionar para quê serve tanto funcionário “cuidando” de nossa saúde…![]()
Em segundo lugar, vemos claramente os riscos de abuso quando a saúde é “universal” e “gratuita”. Nesta quinta participei de um evento do IEE em Porto Alegre sobre o “documentário” Sicko, do mega-embusteiro Michael Moore. A despeito dos dados manipulados, das distorções deliberadas, das mentiras descaradas e do patético sensacionalismo, o filme serve para nos mostrar como é perigoso monopolizar os fins nobres em um debate delicado como esse.
Michael Moore tenta passar a idéia de que o slogan marxista (“de cada um de acordo com sua capacidade, para cada um de acordo com sua necessidade”) precisa ser incutido na cabeça dos americanos egoístas e insensíveis. Trocar o “eu” pelo “nós”, eis o que vai salvar a saúde dos americanos! O que Moore não mostra é como tais incentivos perversos realmente afetaram a qualidade da saúde nos países que adotaram este caminho.
Mesmo no Canadá há inúmeros problemas, como filas de espera, equipamentos obsoletos, corrupção e burocracia. Nem vou falar de Cuba, cujo modelo de saúde é defendido por Moore, porque é absurdo demais alguém em pleno século 21 cair no conto do vigário de que a saúde pública na Ilha-presídio funciona. Quando a “terrível” lógica do lucro desaparece, surge em seu lugar a lógica dos “favores”. Os poderosos funcionários públicos, que podem decidir o destino de um rim, são tentados pela corrupção o tempo todo. Muitos sucumbem.
Voltando ao problema do silicone, o mais correto seria cada paciente buscar ressarcimento perante seus médicos ou planos de saúde, e estes, eventualmente, devem processar seus fornecedores estrangeiros. Caveat emptor! Mas a mentalidade coletivista está tão disseminada que muitos passaram a crer que é um dever do governo (leia-se de todos) bancar qualquer risco alheio, inclusive em cirurgias meramente estéticas. Pensando bem, até que faz algum sentido. Afinal, peito bonito é mesmo um bem público.
Autor: Rodrigo Constantino
Repeteco: POSSO ERRAR?
Autor: Oswaldo Amaral | Tags: cabelos, certo, errado, errar, hotel, xampuHá pouco tempo fui obrigada a lavar meus cabelos com o xampu “errado”. Foi num hotel, onde cheguei pouco antes de fazer uma palestra e, depois de ver que tinha deixado meu xampu em casa, descobri que não havia farmácia nem shopping num raio de 10 quilômetros . A única opção era usar o dois-em-um (xampu com efeito condicionador) do kit do hotel.
Opção? Maneira de dizer. Meus cabelos, superoleosos, grudam só de ouvir a palavra “condicionador”. Mas fui em frente. Apliquei o produto cautelosamente, enxaguei, fiz a escova de praxe e… surpresa!
Os cabelos ficaram soltos e brilhantes — tudo aquilo que meus nove vidros de xampu “certo” que deixei em casa costumam prometer para nem sempre cumprir.
Foi aí que me dei conta do quanto a gente se esforça para fazer a coisa certa, comprar o produto certo, usar a roupa certa, dizer a coisa certa — e a pergunta que não quer calar é: certa pra quem? Ou: certa por quê?
O homem certo, por exemplo: existe ficção maior do que essa? Minha amiga se casou com um exemplar da espécie depois de namorá-lo sete anos. Levou um mês para descobrir que estava com o marido errado. Ele foi “certo” até colocar a aliança. O que faz surgir outra pergunta: certo até quando? Porque o certo de hoje pode se transformar no equívoco monumental de amanhã. Ou o contrário: existem homens que chegam com aquele jeito de “nada a ver”, vão ficando e, quando você se assusta, está casada — e feliz — com um deles.
E as roupas? Quantos sábados você já passou num shopping procurando o vestido certo e os sapatos certos para aquele casamento chiquérrimo e, na hora de sair para a festa, você se olha no espelho e tem a sensação de que está tudo errado? As vendedoras juraram que era a escolha perfeita, mas talvez você se sentisse melhor com uma dose menor de perfeição. Eu mesma já fui para várias festas me sentindo fantasiada.
Estava com a roupa “certa”, mas o que eu queria mesmo era ter ficado mais parecida comigo mesma, nem que fosse para “errar”.
Outro dia fui dar uma bronca numa amiga que insiste em fumar, apesar dos problemas de saúde, e ela me respondeu: “Eu sei que está errado, mas a gente tem que fazer alguma coisa errada na vida, senão fica tudo muito sem graça. O que eu queria mesmo era trair meu marido, mas isso eu não tenho coragem. Então eu fumo”.
Sem entrar no mérito da questão— da traição ou do cigarro —, concordo que viver é, eventualmente, poder escorregar ou sair do tom.
O mundo está cheio de regras, que vão desde nosso guarda-roupa, passando por cosméticos e dietas, até o que vamos dizer na entrevista de emprego, o vinho que devemos pedir no restaurante, o desempenho sexual que nos torna parceiros
interessantes, o restaurante que está na moda, o celular que dá status, a idade que devemos aparentar. Obedecer, ou acertar, sempre é fazer um pacto com o óbvio, renunciar ao inesperado.
O filósofo Mario Sergio Cortella conta que muitas pessoas se surpreendem quando constatam que ele não sabe dirigir e tem sempre alguém que pergunta: “Como assim?! Você não dirige?!”. Com toda a calma, ele responde: “Não, eu não dirijo. Também não boto ovo, não fabrico rádios — tem um punhado de coisas que eu não faço”.
Não temos que fazer tudo que esperam que a gente faça nem acertar sempre no que fazemos.
Como diz Sofia, agente de viagens que adora questionar regras: “Não sou obrigada a gostar de comida japonesa, nem a ter manequim 38 e, muito menos, a achar normal uma vida sem carboidratos”.
O certo ou o “certo” pode até ser bom. Mas às vezes merecemos aposentar régua e compasso.
Autora: Leila Ferreira
Vamos ao cinema? Estreiam nas telonas
Autor: Oswaldo Amaral | Tags: cinemas, estréias, telonas, trailersDuração: 115 min.
Origem: Estados Unidos
Estreia: 27 de Janeiro de 2012
Direção: Alexander Payne
Roteiro: Alexander Payne e Nat Faxon
Distribuidora: Fox Film do Brasil
Censura: 10 anos
Ano: 2011
Filmado no Havaí, sob a direção de Alexander Payne, o longa tem no elenco George Clooney, Shailene Woodley, Beau Bridges, Judy Greer. Com toques de comédia e drama, o filme conta a história de Matt King (George Clooney) um marido indiferente e pai de duas meninas, que é forçado a reexaminar seu passado e abraçar seu futuro depois que sua esposa sofre um acidente de barco em Waikiki. O trágico acontecimento acaba por aproximar Matt das filhas, que o ajuda na difícil decisão de vender um terreno herdado da família.
“J. EDGAR”
Titulo Original: J. Edgar
Gênero: Biografia e Drama
Duração: 137 min.
Origem: Estados Unidos
Estreia: 27 de Janeiro de 2012
Direção: Clint Eastwood
Roteiro: Dustin Lance Black
Distribuidora: Warner Bros.
Censura: 12 anos
Ano: 2012
A história acompanha o complicado relacionamento entre Hoover e Clyde Tolson (Armie Hammer), uma vez que eles nunca assumiram publicamente a homossexualidade e Hoover era conhecido por intimidar aqueles que ousavam questionar sua orientação sexual. Tolson trabalhou como diretor associado do FBI entre 1947 e 1972, além do contato próximo na agência, os dois frequentemente viajavam de férias, eram vistos juntos em restaurantes e Tolson foi o único herdeiro do patrimônio de Hoover.
“MILLENIUM: OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES”
Titulo Original: The Girl with the Dragon Tattoo
Gênero: Drama e Suspense
Duração: 158 min.
Origem: Estados Unidos, Suécia, Reino Unido e Alemanha
Estreia: 27 de Janeiro de 2012
Direção: David Fincher
Roteiro: Steven Zaillian e Stieg Larsson
Distribuidora: Sony Pictures
Censura: 16 anos
Ano: 2011
Os Homens que Não Amavam as Mulheres é um enigma a portas fechadas – passa-se na vizinhança de Hedestad, Suécia. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou.
“PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN”
Titulo Original: We Need to Talk About Kevin
Gênero: Drama e Suspense
Duração: 112 min.
Origem: Reino Unido e Estados Unidos
Estreia: 27 de Janeiro de 2012
Direção: Lynne Ramsay
Roteiro: Lynne Ramsay e Rory Kinnear
Distribuidora: Paris Filmes
Censura: 16 anos
Ano: 2011
Kodak não resistiu à competição
Autor: Oswaldo Amaral | Tags: Apple, competição, Kodak, patentes, SamsungO FACEBOOK “ARMAZENA” A SUA VIDA!!! Um estudante de direito alemão que fala das suas investigações ficou espantado com o que descobriu que o FaceBook sabia sobre ele. O equivalente a um dossier de 1200 páginas. VEJA NO VÍDEO ABAIXO.
Autor: Oswaldo Amaral | Tags: armazena, dados pessoais, Facebook, vidaLIGUE O SOM, CLIQUE, ABRA A TELA E…SURPREENDA-SE COM AS REVELAÇÕES.
NOTA DO BLOG:
Você ainda acha que deve continuar contando a sua vida no Facebook? Dados pessoais, JAMAIS, repito: JAMAIS devem ser postados em redes sociais. Como se diz popularmente, “NÃO SE DÁ SOPA AO AZAR”. No futuro, você poderá vir a se arrepender amargamente de ter “aberto a sua vida” publicamente.
DE VOLTA AO PASSADO: ZÉ CARIOCA
Autor: Oswaldo Amaral | Tags: desenho animado, Pato Donald, Walt Disney, Zé CariocaEsta pequena maravilha foi criada no início dos anos 50, inteiramente à mão, sem computadores nem outro tipo de ajuda como os efeitos especiais do cinema de hoje em dia.
Saudade do Ted Boy Marino
Autor: Oswaldo Amaral | Tags: catch, circos, lutas, mixed marital arts, Ted Boy Marino, ultimate fightingAlguma coisa aconteceu no coração do Brasil quando acabaram com as lutas de “catch”. Elas eram um sucesso na TV e seus astros viajavam em caravanas pelo País, apresentando-se em ginásios e circos. As lutas não eram lutas, eram teatro. Não eram exatamente combinadas, mas seguiam um roteiro estabelecido e havia um acordo tácito de que ninguém sairia do ringue machucado, mesmo que saísse arremessado. O roteiro básico não variava: era os bons contra os maus, e os bons sempre ganhavam. Ou só perdiam quando o adversário traiçoeiro recorria a um golpe especialmente baixo, sob uivos de raiva da plateia. E a reação da plateia fazia parte do teatro. Havia uma suspensão voluntária de descrença, e todos torciam pelo Bem contra o Mal – ou pelo bonito contra o feio, o esbelto contra a barrigudo,
o correto contra o falso – com um fervor que não excluía a consciência de que era tudo encenação.
Era fácil distinguir os bons e os maus. Os bons eram atletas como o Ted Boy Marino (foto), caráter tão irretocável quanto os seus cabelos loiros, que lutava limpo. Os maus tinham nomes como Verdugo e Rasputin, e comportamento correspondente ao nome. Lembro de um Homem Montanha, que mais de uma vez derrubou o juiz junto com o adversário. E não havia um Tigre Paraguaio? Os bons geralmente começavam apanhando e, quando parecia que estavam liquidados e que o Mal triunfaria, vinha a eletrizante reação, durante a qual o inimigo pagava por todas as suas maldades. Humilhação e vingança, nada na história do teatro é tão antigo e tão eficaz. Nove entre dez novelas de televisão têm o mesmo enredo.
Não sei se ainda fazem espetáculos de “catch” pelo interior do País. Hoje na TV o
que se vê é o “ultimate fighting”, ou “mixed marital arts”, dois lutadores simbolizando nada trocando socos e pontapés sem simulação, quando não se engalfinham no chão como um bicho de duas costas e oito patas em convulsão. Nessas lutas não vale, exatamente, tudo – parece que esgoelar o outro e xingar a mãe não pode. Mas é o “catch” despido da fantasia, com sangue de verdade. Não há mais mocinho e vilão, apenas duas máquinas de brigar, brigando. Nem Ted Boy Marino nem Homem Montanha, apenas a violência em estado puro. Sei não, acho que empobrecemos.
Autor: Luis Fernando Veríssimo
NOTA DO BLOG:
Amigo Veríssimo, permita-me assinar embaixo. Realmente, são incomparáveis as duas modalidades de luta. As atuais, realmente se traduzem numa apologia à violência, com o aval da platinada: a gloriosa Rede Globo de Televisão que simplesmente jogou no lixo o seu propalado PADRÃO GLOBO DE QUALIDADE.
Você tem razão: empobrecemos.

