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23 de abril, o Dia Nacional do Choro

terça-feira, 23 de abril de 2013

No dia 23 de abril se comemora o Dia Nacional do Choro. Trata-se de uma homenagem ao nascimento de Pixinguinha (foto).

A data foi criada oficialmente em 4 de setembro de 2000, ou seja, este ano completa 13 anos. Esse tempo atravessou a gestão de cinco ministros da cultura, Weffort, Gilberto Gil, Juca Ferreira, Ana de Hollanda e, agora, Marta Suplicy, sem que nenhum deles ao menos mencionasse, no site do MinC, o aniversário dessa linguagem que se confunde com a própria música brasileira e seu povo.

Poderia expressar qualquer coisa no tempo em que estiveram à frente da pasta da cultura, como, por exemplo, a extraordinária vida e obra do principal homenageado, Pixinguinha. Mas nada. Todos passaram frios e silenciosos pelo amor que o brasileiro tem pela obra deste grande mestre e de tantos outros grandes nomes como Villa Lobos, Nazareth, Garoto, Francisco Mignoni, Anacleto de Medeiros, Jacob do Bandolim, Baden Powel, etc.

Uma linguagem de cultura universal, um tipo especial de música popular que não se encontra em qualquer outro lugar do planeta. Um palco de revoluções, de linguagens sonoras que estabelece todas as regras para o que chamamos de música brasileira em sua mais lúdica expressão de desejo.

Mas por que isso no Brasil? É um comportamento praticamente impossível de se descrever. Todos os que por lá passaram, ou têm uma relação com os padrões da arte musical brasileira ou são razoavelmente intelectualizados no campo da música para entender a produção das maravilhas que o choro, do mais clássico ao mais popular, desenvolveu por iniciativa do homem brasileiro, não pela indústria ou por escolas formais, mas pelas calçadas, pelos becos, pelos bares, pelo próprio estilo apaixonado das músicas que nascem nos terreiros nos quatro cantos do país, de forma extremamente densa e que não há nada de formal ou rígido em sua definição como gênero, como estudo ou mesmo como unidade de forma. Aonde se encontra uma linguagem tão rica e com uma latitude tão extraordinária?

O Choro é a peça mais longa de nossa civilização, é o grande disco com um repertório que não tem fim. Os chorões tradicionais são lobos solitários da cultura popular. E desde os primeiros tempos da revolução modernista nas artes brasileiras estavam eles lá inspirando os intelectuais da Semana de Arte Moderna de 22, quando na sala de espetáculos Villa Lobos fez um enorme barulho devorando antropofagicamente os sons estrangeiristas com o clássico musical inspirado no Choro Brasileiro.

                                   QUADRO “CHORINHO” DE CÂNDIDO PORTINARI

Ora, a pergunta é até retórica: quando conseguiremos ganhar alguns degraus nessa estranha compulsão de negar ao máximo o que é criado pelo amplo círculo popular brasileiro? Tanta opulência, tantas auto-honrarias e tanta falta de poesia num mesmo espaço!

Nossos inspirados ministros não tiveram relação, em seus trabalhos, com a excepcional linguagem instrumental brasileira? Isso, a meu ver, é um retrocesso típico de quem na realidade se revela mais próximo do movimento globalizador seletivo do que do próprio povo brasileiro. Buscar adaptar as regras que se multiplicam como um Brasil emblemático para os estrangeiros sem ser para os brasileiros, parece mesmo uma tendência verossímel das relações internas do Ministério da Cultura. Por isso a sincrônica negação à esta criação que se apresenta verdadeiramente rica e cada vez mais viva é incompreensível. Mas, mesmo diante de uma indecisão pasmosa do Ministério da Cultura do Brasil que não consegue se deslocar do assento tradicional para expressar seu respeito a monumentos originalmente brasileiros, como é o caso de Pixinguinha e o choro, eles seguem sendo respeitados como uma das mais ricas manifestações da música universal no mundo todo.

por Carlos Henrique Machado ( músico, compositor e pesquisador)

Documentário sobre Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha em 1969. NÃO DEIXE DE VER !!!

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(Arquivo: Raissa Amaral)

HOJE, 23 DE ABRIL É DIA DE SÃO JORGE

terça-feira, 23 de abril de 2013

“Pra São Jorge” composição de Zeca Pagodinho

Vou acender velas para São Jorge
A ele eu quero agradecer
E vou plantar comigo-ninguém-pode
Para que o mal não possa então vencer

Olho grande em mim não pega
Não pega não
Não pega em quem tem fé
No coração

Ogum com sua espada
Sua capa encarnada
Me dá sempre proteção
Quem vai pela boa estrada
No fim dessa caminhada
Encontra em Deus perdão

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NOTA DO BLOG:

O Dia de São Jorge é celebrado por várias nações para quem São Jorge é o santo patrono. Entre os países que comemoram a data, destacam-se o Reino Unido, Portugal, Geórgia, Catalunha, Bulgária e pelos Goranis.

No Reino Unido, o Dia de São Jorge é também o Dia Nacional. O Dia de São Jorge é também comemorado localmente em Newfoundland (Canadá), no Rio de Janeiro e em Adis Abeba (pela Igreja Copta Ortodoxa Etíope).

Muitos países celebram a festa de São Jorge em 23 de abril, que é a data tradicionalmente aceita como sendo do falecimento do santo.

Caetano Veloso prova que Marco Feliciano é um mentiroso. Cantor responde os ‘ataques oportunistas e descontrolados’ do deputado federal que recentemente associou o sucesso de Caetano a um pacto com o demônio

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Nem estou acreditando que volto ao assunto do pastor/deputado/presidente da CDHM. Mas, como muitos devem ter visto, ele mentiu reiterada e estridentemente sobre mim. Há um vídeo no YouTube [ver aqui] em que Feliciano, esbravejando de modo descontrolado, diz-se com Deus contra o diabo e, para provar isso, mente e mente mais.

As pessoas religiosas deveriam observar o quanto ele está dominado pela soberba. Faz pouco, ele se sentiu no direito de julgar os vivos e os mortos, explicando por meio de uma teologia grotesca a morte dos garotos dos Mamonas e sagrando-se justiçador de John Lennon.

Agora, aferra-se à mentira. Meu colega Wanderlino Nogueira notava, com ironia histórica sobre as espertezas da igreja católica, que a mentira não está entre os sete pecados capitais. Mas sabemos que “levantar falso testemunho” é condenado pelo Deus de Moisés.

Por que mentir tão descaradamente sobre fatos conhecidos? Será que minha calma observação, aqui neste espaço, de que sua persona pública é inadequada ao cargo para o qual foi escolhido (matizada pela esperança no papel das igrejas evangélicas) o ameaça tão fortemente?

Eu diria a pastores, padres, rabinos ou imãs — sem falar em pais de santo e médiuns espíritas, que são diretamente agredidos por ele — que atentassem para o comportamento de Feliciano: como pode falar em nome de Deus quem mente com tão evidente consciência de que está mentindo?

Sim, porque não há, dentre aqueles que prestam atenção no meu trabalho, quem não saiba que, ao cantar a genial canção de Peninha “Sozinho” num show, eu indefectivelmente dizia não apenas que me apaixonara por ela através das gravações de Sandra de Sá e de Tim Maia: eu afirmava que cantá-la ao violão era só um modo de chamar a atenção para aquelas gravações.

                                                    SANDRA DE SÁ E TIM MAIA

Como pode Feliciano dizer que “a imprensa foi rastrear” e descobriu que a música já tinha sido gravada por Sandra e Tim? Essas duas gravações eram sucessos radiofônicos. E como pode ele, sem piedade daqueles que com tanta confiança o ouvem em seu templo, afirmar que eu disse em entrevista coisa que nunca disse e nunca diria, ou seja, que o êxito inesperado de minha versão de “Sozinho” se deveu a eu ter mostrado a faixa a Mãe Menininha e esta ter-lhe posto uma bênção que, para Feliciano, seria trabalho do diabo? Mãe Menininha, figura importante da história cultural brasileira, já tinha morrido fazia cerca de dez anos quando gravei a canção.

É muita loucura demais. E muita desonestidade. Aprendi com meu pai os gestos da honestidade — e tomei o ensinamento de modo radical. Me enoja ver a improbidade. Feliciano sabe que eu nunca dei tal entrevista. Mas não se peja de impressionar seus ouvintes gritando que eu o fiz. Ele, no entanto, não sabe que eu jamais sequer mostrei qualquer canção minha à famosa ialorixá. Nem a Nossa Senhora da Purificação eu peço sucesso na carreira. Nunca pedi. Nem a Deus, nem aos deuses, e muito menos ao diabo. Decepciono muitos amigos por não ser religioso. Mas respeito cada vez mais as religiões. Vejo mesmo no cristianismo algo fundamental do mundo moderno, algo inescapável, que é pano de fundo de nossas vidas. Mas não sou ligado a nenhuma instituição religiosa. Eu me dirigiria aqui àqueles que o são.

Os homens crentes devem tomar atitude mais séria em relação a episódios como esse. O que menos desejo é ver o Brasil dividido por uma polaridade idiota, em que, de um lado, se unem os que querem avanços nos costumes, e de outro, os que necessitam fundamentos de fé, ambos gritando mais do que o conveniente, e alguns, como Feliciano, saindo dos limites do respeito humano.

Eu preferiria dialogar com crentes honestos (ou ao menos lúcidos). Não aqueles que já se põem a uma distância segura da onda neopentecostal. Eu gostaria de dialogar com um Silas Malafaia, de quem tanto discordo, mas que respeita regras da retórica e da lógica.

Marina Silva seria ideal, mas poupemo-la. Não é preocupante, eu perguntaria a alguém assim, que um dos seus minta de modo tão escancarado?

É fácil provar que nunca fiz aquelas declarações e é fácil provar que Sandra e Tim tiveram êxito com a obra-prima de Peninha. E que eu louvei esse êxito ao cantar a canção. Foram dezenas de milhares de brasileiros que ouviram.

Se Feliciano precisa, para afirmar sua postura religiosa, criar uma caricatura caluniosa dos baianos e da Bahia, algo é muito frágil em sua fé. A maré montante do evangelismo não dá direito à soberba irrefreada. O boneco tem pés de barro. E cairá. Eu creio na justiça e na verdade. Esses valores atribuídos a Deus têm minha adesão irrestrita. Não sei que Deus sustenta a injustiça e a mentira. Ou será que é aí que o diabo está?

(do blog de Caetano Veloso)

NOTA DO BLOG:

Não é por acaso que cada vez admiro mais esse brilhante compositor, cantor e acima de tudo bom brasileiro, Caetano Emanuel Viana Teles Veloso, mais conhecido por Caetano Veloso.

RECORDANDO:

SOZINHO (Peninha)

Às vezes no silêncio da noite
Eu fico imaginando nós dois
Eu fico ali sonhando acordado
Juntando o antes, o agora e o depois

Por que você me deixa tão solto?
Por que você não cola em mim?
Tô me sentindo muito sozinho

Não sou nem quero ser o seu dono
É que um carinho às vezes cai bem
Eu tenho meus desejos e planos secretos
Só abro pra você mais ninguém

Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela, de repente, me ganha?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora

Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?

Quando a gente gosta
É claro que a gente cuida
Fala que me ama
Só que é da boca pra fora

Ou você me engana
Ou não está madura
Onde está você agora?

VOCÊ SE LEMBRA DELE? HARRY BELAFONTE

segunda-feira, 15 de abril de 2013

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********R E C O R D A N D O******** Sonhos de Um Palhaço – Antonio Marcos

segunda-feira, 15 de abril de 2013

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Vídeo: Marli – Santos-SP

Notícia triste: SARA MONTIEL, morreu

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A atriz espanhola Sara Montiel, um ícone de Hollywood, faleceu nesta segunda-feira (8) em Madri aos 85 anos.

Nascida em 10 de março de 1928, Montiel, que também teve uma importante carreira como cantora, é considerada a atriz espanhola mais famosa de Hollywood.

Ela trabalhou em quase 50 filmes, alguns deles de grande sucesso comercial.

De imponente beleza e voz grave e sensual, a atriz, de uma família humilde de Ciudad Real, sul da Espanha, conquistou fama mundial com o western “Vera Cruz”, filmado em 1954 em Hollywood ao lado de Gary Cooper e Burt Lancaster, assim como com “La violetera” (1958) e “A última canção” (1957). Este último é o um dos filmes de maior bilheteria do cinema espanhol.

Sara Montiel, que na realidade se chamava María Antonia Abad Fernández, estreou no cinema com um pequeno papel no filme “Te quiero para mi” (1944), antes de participar em 48 produções até 1974. Em 1975, abandonou a carreira no cinema para dedicar-se à música.

Em um trecho de uma entrevista (sem data) difundida pela rádio pública espanhola RNE, a estrela se definiu como “uma mulher muito tranquila, muito modesta, muito normal”. Em outra entrevista à emissora Onda Cero, a atriz recordou suas experiências em Hollywood, especialmente seu encontro com Marlon Brando, em 1951.

“Fui idiota. Não dei nenhuma atenção a ele. Ele estava com Frank Sinatra fazendo ‘Eles e elas’, e fiquei conversando com ele a tarde toda”, contou. Também contou como conheceu a grande estrela da época, Greta Garbo, diante do jardim de sua casa.

“Estava em minha casa. Eu me levantei tarde porque continuava no fuso da minha vida espanhola. Vivi anos nos Estados Unidos, mas tomava café da manhã ao meio-dia, enquanto todos almoçavam.”

Casada entre 1957 e 1963 com o diretor americano Anthony Mann, um de seus quatro maridos, Montiel, muito cobiçada pelo público masculino, foi a primeira atriz espanhola a fazer sucesso em Hollywood.

Em 1975, abandonou a carreira no cinema para dedicar-se apenas à música, gravando músicas que entraram para a história, como o tango “Fumando espero”, na qual evocava notável elegância uma de suas grandes paixões: fumar charutos cubanos.

Seu segundo marido foi o industrial Vicente Ramírez Olalla. Em 1979, casou-se com outro empresário espanhol Pepe Tous, falecido em 1992, com quem adotou seus dois filhos, Thais e Zeus. Também viveu conhecidos romances com o escritor Ernest Hemingway, o ator James Dean e o próprio Gary Cooper.

Fonte: O Globo

VAMOS RECORDAR?

NOTA DO BLOG:

Tive o privilégio de assistir inúmeros filmes estrelados por essa linda mulher. E você?

Frase do Dia: “Malu agora é minha esposa, minha família, minha inspiração pra cantar”. (Daniela Mercury, assumindo a sua homossexualidade e o seu romance com Malu Verçosa)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

DANIELA

DANIELA MERCURY E A “ESPOSA” MALU VERÇOSA

NOTA DO BLOG:

Ao que tudo indica, a “fechadura do armário” esteve “emperrada” esses anos todos.

Pensamento do dia: “Mais vale escrever a coisa certa com as palavras erradas que escrever a coisa errada com as palavras certas…” (Patativa do Assaré)

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Antonio Gonçalves da Silva (Patativa do Assaré)