Arquivo da Categoria ‘"Cantinho" do Chico Anysio’

É UMA PENA…É uma pena usar uns sapatos tão bonitos para apagar uma ponta de cigarro. Mas pontas acesas são como os políticos fundamentalistas que nos governam: se nos distraímos ainda pegam fogo a qualquer coisa…

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Fonte: A Lei do Funil

REPETECO: “CANTINHO” DO CHICO ANYSIO

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

À partir de hoje, 26 de março de 2012, vamos apresentar aqui no Idade Certa, uma Categoria denominada “CANTINHO” DO CHICO ANYSIO, que terá como objetivo mantê-lo “VIVO” na memória de todos nós, seus anônimos admiradores.

Começamos com uma entrevista, datada de 2005, ao programa ENSAIO, que nos permite conhecer melhor aquele que é chamado pelos humoristas de “mestre dos mestres”.

Trata-se de uma entrevista longa (cerca de 66 minutos), portanto aconselho ao amigo e amiga que nos prestigiam, a reservar esse tempo num momento oportuno para desfrutar e se deliciar com as respostas do saudoso e querido Chico.

Se você dispuser de tempo agora, vamos a ela.

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“Cantinho” do Chico Anysio: Lembrando um poeta e compositor chamado Chico Anysio.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Conhecido pelo trabalho como humorista, ator, pintor, escritor e comentarista de futebol, o cearense Chico Anysio (1931-2012) também teve uma carreira menos conhecida como compositor. Junto com Nonato Buzar ele escreveu “Rio Antigo”, conhecida na voz de Alcione no CD Celebração, em 1999. A letra de Rio Antigo transporta-nos a algumas décadas do século passado até o final dos anos cinquenta.

RIO ANTIGO

Nonato Buzar e Chico Anysio

Quero um bate-papo na esquina
Eu quero o Rio antigo
Com crianças na calçada
Brincando sem perigo
Sem metrô e sem frescão
O ontem no amanhã
Eu que pego o bonde 12 de Ipanema
Pra ver o Oscarito e o Grande Otelo no cinema
Domingo no Rian
Me deixa eu querer mais, mais paz

Quero um pregão de garrafeiro
Zizinho no gramado
Eu quero um samba sincopado
Taioba, bagageiro
E o desafinado que o Jobim sacou
Quero o programa de calouros
Com Ary Barroso
O Lamartine me ensinando
Um lá, lá, lá, lá, lá, gostoso
Quero o Café Nice
De onde o samba vem
Quero a Cinelândia estreando “E o Vento Levou”
Um velho samba do Ataulfo
Que ninguém jamais agravou
PRK 30 que valia 100
Como nos velhos tempos

Quero o carnaval com serpentinas
Eu quero a Copa Roca de Brasil e Argentina
Os Anjos do Inferno, 4 Ases e Um Coringa
Eu quero, eu quero porque é bom
É que pego no meu rádio uma novela
Depois eu vou à Lapa, faço um lanche no Capela
Mais tarde eu e ela, nos lados do Hotel Leblon

Quero um som de fossa da Dolores
Uma valsa do Orestes, zum-zum-zum dos Cafajestes
Um bife lá no Lamas
Cidade sem Aterro, como Deus criou
Quero o chá dançante lá no clube
Com Waldir Calmon
Trio de Ouro com a Dalva
Estrela Dalva do Brasil
Quero o Sérgio Porto
E o seu bom humor
Eu quero ver o show do Walter Pinto
Com mulheres mil
O Rio aceso em lampiões
E violões que quem não viu
Não pode entender
O que é paz e amor

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Fonte: Tribuna da Internet

Dilma é capa da revista Forbes como a 3ª mulher mais importante do mundo

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Lula era o chefe do mensalão, denuncia advogado de Jefferson

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Charge: Alpino

Cadê o crooner?

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Estive pensando numas figuras que sumiram. Atividades que desapareceram, bicos, particularidades de certas profissões que se perderam. Nada muito remoto, como palafreneiro, moleiro, acendedor de lampiões; pensava em figuras que conviveram com todos nós, ou com vossos pais, se sois jovens, figuras que estavam aqui pouco antes de a banda passar.

O crooner era uma delas. Flor noturna da música popular, figura ligada às boates, aos trios, aos beijos no escurinho. Eu me lembro de um: Dick Farney. Outro: Lúcio Alves. Amigos meus beberam com os penúltimos artistas dessa classe. Esse tipo desapareceu quando a boate intimista perdeu o bonde, quando o pessoal parou de beber uísque de contrabando e passou a cheirar, quando chegou a discoteca, chegaram os instrumentos elétricos, os DJs, as bandas, o barulho.

Outra figura sumida: o contrabandista particular. As pessoas tinham o “seu” contrabandista. Dizia-se o meu contrabandista como quem diz o meu médico, o meu dentista, o meu contador. O contrabandista de cada um trazia a calça Lee encomendada, ou a Levi’s, o banlon, a maquiagem, o perfume, o scotch legítimo do Paraguai…

 O bicheiro é outro que sumiu. Sei muito bem que a jogatina não acabou, está aí o Cachoeira mostrando a força do setor, e a diversificação milionária. Acabou foi o “nosso” bicheiro, aquele que nos procurava no escritório, nas repartições públicas, na frente das fábricas, levando seu bloquinho e papel-carbono, que recolhia as apostas e pagava os prêmios sem falhar, porque a confiança era a alma desse negócio. Na redação do “Jornal da Tarde” aparecia um que cantava belos tangos, entre uma fezinha e outra. Hoje, só políticos corruptos têm bicheiro particular.

Aquele doleiro mais chegado, nosso, onde está? Na época de ouro do mercado paralelo da moeda, ter um doleiro era um grande negócio, contava-se vantagem quando a cotação que o “nosso” conseguia era imbatível. Como o bicheiro, ele ia às repartições, aos escritórios, às redações, aos locais de trabalho da classe média em ascensão. Era o dólar delivery. O doleiro nosso de cada dia sabia das inquietações do mercado, aconselhava como um corretor de hoje: “Compra que vai subir”.O médico de família não existe mais — aquele que ia às casas quando havia doentes, conhecia as mazelas dos meninos e dos velhos, tomava café com bolo na mesa da cozinha… Estão querendo trazê-lo de volta, mas como? Seriam necessárias centenas de milhares de médicos, ganhando pouco, coisa muito distante dos ideais dos jovens médicos de hoje.

A mulher do cerzido invisível, que recuperava fio por fio as roupas rasgadas; a marmiteira que “cozinhava para fora” e entregava a comida em marmitas de alumínio empilhadas… O leiteiro, o condutor, o motorneiro… Boa gente ultrapassada.

O fotógrafo lambe-lambe dos parques municipais, onde foi parar? Os celulares fotográficos o derrotaram. O vendedor de enciclopédias e de coleções, sofrida figura de repente à sua porta, com aquele peso nas mãos. A pedra que aquele Sísifo carregava ladeira acima até nossa casa era a “Barsa”, “O Livro de Ouro” de alguma coisa. O Google e que tais o livraram do castigo.

A vendedora de Tupperware de porta em porta, lembra-se? Aparecia com aqueles folhetos, trazia variados recipientes para demonstração. Hoje, qualquer lojinha de bairro tem. A gente se pergunta onde é que as donas de casa guardavam as sobras do almoço ou do jantar, macarrão, feijão, refogados. Nas panelas mesmo? Em pratos? Em tigelas?

Vários meios de vida estão chegando à situação desses atropelados pela tecnologia e pelo mercado. Quais? O ascensorista, restrito a prédios de serviços públicos e outros poucos. O alfaiate, a modista-costureira, o camiseiro, o cambista de bilhetes de loteria, que perambulava atrás dos fregueses; o carregador de malas; o engraxate, encontrável somente no aeroporto e em alguns shoppings, derrotado pelos tênis… O mecânico de confiança, as pessoas tinham um, o “seu”, antes das autorizadas, hoje coisa de excêntricos ou da periferia, onde foram parar os carros idosos.

Em compensação, surgem novas figuras: o técnico de internet, o vendedor por telemarketing, o passeador de cachorros… É, A FILA ANDA.

por Ivan Angelo

Rio+20 + 20 + 20 + 20…

segunda-feira, 18 de junho de 2012

 

Charge: DUKE

“Cantinho” do Chico Anysio: no show de entrega do troféu “Roquete Pinto” em 1969 ele recebeu o prêmio de “Melhor Comediante”.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

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