Arquivo da Categoria ‘Comportamento’

FUTEBOL É O ASSUNTO PRINCIPAL

sexta-feira, 26 de abril de 2013

MAIOR DESTAQUE – Como a aproximação da Copa das Confederações, que nada mais é do que o grande aperitivo da Copa do Mundo, e pelo fato de ambos os certames acontecerem no Brasil, daqui para frente, até o encerramento do Mundial de 2014, os noticiários vão destacar muito mais o futebol do que qualquer outro assunto.

COPA DE 1950 – Para não fugir à regra me antecipo relembrando a Copa do Mundo de 1950 (primeira depois da segunda guerra mundial), que o Brasil sediou, para fazer algumas comparações. Naquela época, como é sabido, além de não existir televisionamento e apoio de patrocinadores, também não havia direitos de transmissão. Muito menos bola com chip, como veremos na edição de 2014.

13 SELEÇÕES – O que poucos sabem, no entanto, é que a Copa de 50 só contou com 13 seleções, que vieram ao Brasil para disputar 22 jogos (em 2014 serão 32 times e 64 partidas). Mais: a duração do torneio foi de apenas 16 dias.

Em 1950, as cidades-sedes eram seis: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba e Recife; em 2014 serão 12, com o acréscimo de Salvador, Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Natal e Brasília.

MARACANÃ (1950)

CURIOSIDADES – No Mundial de 50, para quem não sabe, a Argentina preferiu não participar. Como não foi escolhida para ser sede da Copa do Mundo, em protesto resolveu desistir. Assim, da América do Sul, além do Brasil participaram Uruguai, Chile, Paraguai e Bolívia.

Já da Europa vieram as seleções da Suécia, Suíça, Inglaterra, Itália, Iugoslávia e Espanha. E da Confederação Norte-Centro-Americana e do Caribe de Futebol, México e Estados Unidos.

E, dos países da África, Ásia e Oceania, a única seleção que se classificou, na primeira fase, foi a Índia, que acabou desistindo porque seus jogadores jogavam descalços. Como a FIFA havia decidido que a partir da Copa de 1950 passaria a ser obrigatório o uso de chuteiras para a prática do futebol, a Índia preferiu não participar.

REINO UNIDO – As nações que compõem o Reino Unido puderam competir, tendo se reunido à Federação Internacional de Futebol quatro anos antes, após 17 anos de auto-exílio. Foi decidido que o Bristish Home Championship de 1949-50 serviria de eliminatória, com o campeão e vice se classificando para o Mundial.

A Inglaterra terminou em primeiro e a Escócia em segundo. Mas os escoceses também desistiram, porque haviam decidido que só participariam caso tivessem ficado em primeiro lugar.

DESISTÊNCIAS – Além da Índia, a Turquia também optou por não participar. Preocupada com tantas desistências, a FIFA convidou a França e Portugal para preencher as vagas. Ambas, porém, declinaram do convite.

No início, a França até concordou em participar. Como a infraestrutura no Brasil era muito precária (coisa que acontece até hoje), e muitas viagens da Europa para o Brasil eram feitas por navio, os franceses exigiram mudança de local dos jogos no Brasil. A então CBD recusou e com isso a França acabou desistindo.

SEM FINALÍSSIMA – Com toda essa encrenca, dos 16 times originalmente previstos, somente 13 disputaram o torneio, que teve duração de apenas 16 dias. O que foi considerado um fiasco pela mídia internacional.

Agora o mais curioso e que muita gente desconhece: a Copa do Mundo de 1950 não teve uma finalíssima.

Como a fórmula do torneio previa um quadrangular final, as quatro equipes que se classificaram em primeiro em seus grupos (Brasil, Uruguai, Espanha e Suécia) formaram um novo grupo e disputaram partidas entre si. Por mera coincidência, a última partida do quadrangular acabou por reunir Brasil e Uruguai. Como o Uruguai tinha 3 pontos (havia empatado com a Espanha) e o Brasil 4 (havia ganhado duas, contra Espanha e Suécia), e não poderiam mais ser alcançados pelas demais, só um dos dois tinha condições de se sagrar campeão do mundo. Para o Brasil, o empate bastava; No caso do Uruguai, só a vitória interessava.

O resultado, que os brasileiros jamais esquecem, foi 2×1 para o Uruguai, que se tornou Campeão do Mundo, em pleno estádio do Maracanã, totalmente lotado.

Fonte: Ponto Critico.Com

Veja como livrar sua casa de doenças e proteger a família.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Pesquisa revela que até superfícies aparentemente limpas têm germes que fazem mal à saúde. Saiba quais são os pontos críticos do seu lar e como desinfetá-los corretamente

Qualquer dona de casa com o mínimo de noção de higiene sabe que cozinha e banheiro sujos são fontes de doenças, como infecções intestinais. Mas todo cuidado é pouco: locais aparentemente limpos podem ser ‘habitat’ de germes que também fazem mal à saúde. Levantamento da organização internacional Hygiene Council realizado em 180 domicílios de 9 países indicou como pontos mais sujos das casas rejuntes de piso de banheiro, parte interna de refrigeradores, panos de cozinha e cabos de chaleira.

Objetos constantemente manuseados — controles remotos, maçanetas e interruptores de luz — também precisam de limpeza reforçada.

Mais de um terço dos rejuntes de banheiro analisados pareciam limpos, mas 70% foram reprovados em testes bacterianos e 56% tinham bolores. As bactérias podem transmitir, entre outras doenças, infecções digestivas. Já o mofo acarreta problemas respiratórios e alergias. O segundo local mais problemático foi a parte interna de refrigeradores: 46% não passaram em testes bacterianos e 44% tinham mofo. Um terço dos panos de cozinha foram classificados como ‘insatisfatoriamente limpos’, embora em 42% dos lares analisados eles fossem trocados diariamente. Outra curiosidade é que cabos de chaleiras (e de panelas) estavam mais sujos do que teclados de computador, geralmente apontados como muito problemáticos em termos de contaminação.

Segundo o professor titular de microbiologia da Universidade Gama Filho, João Carlos Tórtora, a cozinha costuma, de fato, ser o espaço com mais microorganismos da casa, embora o banheiro abrigue os mais perigosos. “Com o banheiro, fora a questão do rejunte, que engana por causa da aparência, geralmente já se tem preocupação com a limpeza. Na cozinha, há uma diversidade de microorganismos introduzidos por produtos de hortifruti e carne”, explica.

SAIBA QUAIS OS PONTOS CRÍTICOS DE SEU LAR

SALA

CONTROLE REMOTO, TELEFONES, INTERRUPTORES DE LUZ
São alguns dos objetos mais manuseados da casa, por isso passam infecções de uma pessoa para outra e merecem atenção especial.

LIVROS E CDS
Acumulam poeira.

QUINTAL

ANIMAIS
Cães e gatos carregam uma bactéria que pode causar intoxicação alimentar em seres humanos.

QUARTO

ROUPA DE CAMA E TRAVESSEIROS
Têm ácaros, pelos e vírus

CORTINA E COLCHÃO
Concentram ácaros

NA CASA TODA

LIXEIRAS
Devido ao lixo, elas costumam ter nível de microorganismos muito alto.

MAÇANETAS (DE PORTAS, ARMÁRIOS, GAVETAS ETC)
Mesmo quando você lava as mãos, outros talvez não o façam: germes, bactérias e vírus que ficam ali podem passar para você.

BANHEIRO

REJUNTES DE PISO
Campeões de acúmulo de sujeira. Em mais de 70% das casas, há bactérias. Em cerca de 56%, bolores.

BOXES
Devido à umidade, podem abrigar fungos que causam problemas respiratórios

TORNEIRAS E BOTÕES DE DESCARGA
Muito tocadas por mãos, podem ter germes mais nocivos que o assento da privada.

COZINHA

GELADEIRA
A parte interna é o segundo lugar mais sujo da casa (atrás apenas dos rejuntes de piso de banheiro). Em quase 50% das casas há acúmulo de bactérias e mofo. Temperaturas inadequadas fazem a situação piorar.

PIA E CHÃO
Contêm 100 vezes mais germes que a privada.

TÁBUA DE CORTE
Carne crua e alguns vegetais podem contaminar tanto as tábuas como outras superfícies com as quais têm contato.

ESPONJA E PANO DE PRATO
Quase 40% dos panos são muito sujos, embora 42% das pessoas o troquem diariamente, segundo a pesquisa.

BANCADA
‘Viveiro’ para bactérias, que podem sobreviver por longos períodos e contaminar pessoas que as tocam.

CABOS DE PANELAS
A contaminação acontece durante o contato dos cabos com as mãos de quem cozinha, durante o preparo de alimentos.

QUARTO DE CRIANÇA

CHÃO
Local em que normalmente os pequenos brincam, é contaminado por germes trazidos por sapatos que vêm da rua.

BRINQUEDOS
Podem facilmente transmitir germes e vírus de uma criança para outra. É necessário mantê-los sempre limpos.

RECEITAS CASEIRAS

Existem várias opções de limpadores de superfície com desinfetantes no mercado. Um dos mais conhecidos ao redor do mundo é o Dettol. Quem precisar de uma solução mais em conta pode fazer receitas caseiras que têm bom resultado. Mas lembre-se: mantenha as misturas fora do alcance de crianças e animais.

PARA DESINFETAR SUPERFÍCIES DE COZINHA

Dissolva 1 colher de água sanitária (cloro) em 1 litro de água. Se precisar de quantidades maiores, usar a mesma proporção.

Pode-se lavar até alimentos, como vegetais: mergulhe durante 20 minutos, depois volte a lavar com água.

PARA AS SUPERFÍCIES DE BANHEIRO

Misture 250 ml de água com 750 ml de álcool 92%.

A mistura resulta em 1 litro do álcool 70%, que não é mais vendido no mercado.

DICAS

ALIMENTOS
Vegetais devem ser limpos antes de ir para a geladeira. E carne, embalada.

PANOS DE PRATO
Se forem reutilizados, devem ser fervidos a 50 graus ou mais.

LOUÇA
As que tiverem rachaduras devem ser descartadas.

LIXEIRAS
Prefira as de pedal, pois reduzem contato com as mãos.

AZULEJOS
O ideal é evitá-los: quanto menos rejuntes, melhor. Se não for possível, limpar com água e detergente e, após, desinfetante.

COLCHÃO, FRONHA, LENÇOL
Roupa de cama deve ser lavada a 50 graus ou mais, semanalmente. Colchão concentra muitos ácaros, em especial na parte de baixo. Vire-o a cada 15 dias.

CORTINAS
Prefira persianas plásticas.

SAPATOS
Deve-se evitar entrar nos quartos com os calçados usados na rua.

TÁBUA DE CORTE
Limpe com desinfetante. Use uma para carnes e outra para vegetais.

ANIMAIS
Lave as mãos após contato co
m eles. Tigelas de comida e água devem ser bem limpas.


Fonte: “O Dia”

O Brasil abrirá mão de arrecadar impostos no valor de mais de R$ 1 BILHÃO durante o Mundial de 2014 por causa das isenções fiscais que concedeu à FIFA, seus parceiros comerciais e à construção de estádios pelo País. ESSE DINHEIRO SERIA SUFICIENTE PARA SE CONSTRUIR 227 ESCOLAS OU 1.000 CRECHES.

terça-feira, 23 de abril de 2013

O DEVER DE REAGIR

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Nas sociedades primitivas, a única forma de punir um assassino era pela vingança. O método incluía o emprego da força física e po­dia ser executado pelo ofendido, seu clã ou sua tribo. Nesse processo, não se discutia o que era crime, quem podia ou não ser punido, nem as circunstâncias em que o assassinato ocorrera — em outras palavras, não se discutia a culpabilidade.

A vingança era também indistinta, o que quer dizer que ninguém se importava em dar ao crime uma punição proporcional à sua gravidade. Tal conta não existia. Hoje existe. Mesmo assim, o jovem que ma­tou o estudante Victor Hugo Deppman (foto) para roubar seu celular vai ficar não mais do que três anos internado em uma insti­tuição para menores, já que, na data em que cometeu o assassinato, estava a três dias de completar 18 anos, idade da maioridade penal brasileira. Podé se dar a isso o nome de justiça?

Os defensores da manutenção desse patamar se apoiam em três argumentos principais: antes dos 18 anos, os jovens ainda não estão plenamente conscientes de seus atos; a idade penal é a mesma no Brasil desde 1940 e mudá-la agora, sob a influência de mais um crime bár­baro, seria ceder à emoção; baixar esse limite não diminuiria a criminalidade.

A levar em conta o primeiro argumento, o psicanalista Contardo Calligaris, em sua coluna na Folha de S.Paulo, lembrou que o Brasil teria de elevar a maioridade penal para 25 anos, já que é só nessa fase que o córtex pré-frontal, a parte do cérebro responsável pela toma­da de decisões, está plenamente desen­volvido. A maturidade é relativa aos olhos da lei. Os mesmos jovens inimputáveis por serem menores de 18 anos têm discernimento para tomar decisões como escolher o presidente da Repúbli­ca (16 anos) e manter relações sexuais com um adulto sem que isso seja consi­derado estupro presumido (14 anos).

Contra o argumento de que mudar a lei agora seria ceder.à emoção, é preci­so lembrar que alterações na legislação impulsionadas pela indignação não são necessariamente ruins. O aumento do tempo necessário para que um preso por crime hediondo passe do regime fe­chado para outro mais leve só foi implantado por causa da reação da socie­dade ao assassinato brutal do menino João Hélio, no Rio, em 2007. Da mes­ma forma, a Lei da Ficha Limpa foi aprovada pelo Congresso no rastro da indignação popular com os seguidos es­cândalos de corrupção.

Resta o terceiro argumento. É verdade que não há estudos que compro­vem uma relação direta entre a redução da maioridade penal e a diminuição da criminalidade. Mas é indiscutível que a manutenção do atual patamar aumenta o contingente de jovens potencialmen­te “instrumentalizáveis” por bandidos mais velhos interessados em driblar a lei. O número de menores em institui­ções de correção triplicou em uma dé­cada: de 7600, em 2002, passou para 22000, em 2011. Essa explosão foi im­pulsionada principalmente por infrato­res internados por tráfico de drogas.

A proporcionalidade entre a ofensa e a punição é uma conquista da civilização — e compõe o que chamamos de Justi­ça. Victor Deppman não avançou contra o seu assassino nem relutou em entregar- lhe seu celular. Morreu mesmo assim. O Brasil tem o dever de reagir por ele.

Fonte: Veja

A ASTROLOGIA MUDA DE CARA. Astrólogos perdem terreno para o misticismo e tentam encontrar novos espaços.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A história começou com uma ligação telefônica. De Portugal para o Brasil. A portuguesa Teresa Filipa da Costa Sá convidou o astrólogo brasiliense Francisco Seabra (foto) para uma palestra na cidade do Porto. Antes de tomar qualquer decisão, Seabra pediu a data, a hora e o local de nascimento de Teresa. Indiscrição e indelicadeza? Não. Seabra queria fazer o mapa astral de sua interlocutora. Vinte e quatro horas depois, outra ligação, dessa vez de Brasília para Porto. Teresa foi pedida em casamento e, quatro meses depois, desembarcava no Brasil.

“Impossível não me casar com ela. Os astros mostraram, ela é a minha verdadeira cara-metade”, diz ele. Pode parecer loucura, mas o fato é que atualmente a própria ciência, antes tão refratária a coisas desse tipo, se debruça sobre histórias como essa para explicar a natureza da atração exercida pelos astros.

Abre-se assim uma nova vertente da astrologia. E abre-se, também, uma nova polêmica tanto no meio acadêmico quanto nos consultórios astrológicos de sensitivos tradicionais.

Grande parte dos profissionais desse ramo acha que entender o movimento dos astros e o impacto deles na vida das pessoas é uma combinação de sensibilidade e arte, jamais uma ciência.

Na Universidade de Brasília (UnB), considerada uma das cinco-estrelas no meio intelectual do País, já existe um curso dedicado ao estudo da astrologia com o objetivo de provar a existência e a dinâmica dos fenômenos astrológicos.

“Embora não se conheça o tipo de energia que atua nesse campo, dá para formular uma equação matemática descrevendo as ocorrências astrológicas”, diz Álvaro Luiz Tronconi, professor do Instituto de Física da UnB.

Em menos de dois anos de estudo, duas pesquisas desse Núcleo de Astrologia deram conta de validar cientificamente as previsões astrológicas. Coordenadas pelo engenheiro Paulo Celso dos Reis Gomes, do Instituto de Tecnologia, elas tentaram identificar, entre dois grupos de voluntários, quais estavam às vésperas de se casar e quais estavam angustiados com o exame vestibular.

Evidentemente os astrólogos não sabiam quem era quem. Só tinham em mãos os dados necessários à elaboração do mapa astral de cada um dos 200 inscritos. Para dificultar o trabalho, foram incluídas pessoas com curso superior completo no grupo dos vestibulandos e foi incluída gente que nem sequer tinha namorado no time de noivos. O resultado foi surpreendente: 95% de acerto de quem estava mesmo nessa ou naquela situação.

A precisão dos astrólogos-cientistas foi tanta que chamou a atenção do deputado petista José Mentor (foto)– ele contratou os serviços de Seabra para saber suas chances de escapar da cassação em meados de abril. “O mapa dizia que deveria passar o aniversário em Los Angeles para receber energias favoráveis”, diz Seabra. A explicação: no dia do aniversário do deputado o Sol caía, em Brasília, na casa 12, referente ao isolamento. Mas em Los Angeles localizava-se na casa 10, ligada ao sucesso. “Era onde ele deveria estar, se quisesse ter alguma chance.” Mentor achou estranho, mas preparou as malas. Foi absolvido do processo em que era acusado de participar do esquema do “mensalão”.

Esses números impressionam, mas não convencem os cientistas em geral e, muito menos, os astrólogos tradicionais – que disparam as suas baterias contra a ciência ao mesmo tempo que vão perdendo terreno para sensitivos que atuam na cartomancia e quiromancia.

Há quem insista no ponto que a astrologia só poderia ser considerada uma ciência com a descoberta dos princípios que regem a troca de “energia” entre homem, planetas e demais astros do Sistema Solar. “Se é que, ao menos, existe esse princípio de troca de energia”, diz o astrônomo Amauri de Almeida, da Universidade de São Paulo.

Os estudiosos do espaço sabem, por exemplo, que a força gravitacional da Lua sobre a Terra interfere na altura das marés. Mas que força lunar influenciaria na forma como uma pessoa administra seus negócios ou no modo como organiza sua vida profissional? “A única troca de energia que a astronomia consegue identificar entre um corpo celeste e os humanos é a energia da radiação solar”, diz Ronaldo Rogério Mourão, um dos astrônomos mais conceituados do País. De fato, pegar um bronzeado é prova irrefutável dessa influência, mas não é disso que falam os astrólogos.

Para eles, a influência dos astros nas pessoas aconteceria em níveis intra-atômicos, um campo da ciência estudado pela física quântica – outra novidade que ganha corpo e irrita os astrólogos ortodoxos.

Algumas teorias dessa área sugerem que a transmissão de energia entre os corpos do Universo não se dá por vias tradicionais, mas, isso sim, por um sistema de coordenadas. Seria como se um satélite GPS recebesse um sinal emitido por um corpo na Terra e o retransmitisse para outra parte do espaço.

O astrofísico inglês Percy Seymour acredita que algo parecido aconteça com corpos celestes. Segundo sua teoria, que municia os astrólogos científicos, os astros funcionariam como as emissoras de tevê. Sol, Lua, planetas, asteróides e estrelas emitiriam sinais magnéticos captados pelo sistema nervoso do homem.

Cientistas convencionais atiram pedras nessa tese. Mas um experimento recente realizado por físicos do Laboratório de Ciência da IBM, a gigante americana da informática, provou que dois elétrons podem trocar energia livremente se resfriados dentro de um mesmo campo magnético. Seymour defende a teoria de que a
energia entre os corpos no espaço se comporta de forma semelhante. Cada ser humano captaria com suas “antenas” pré-ajustadas pela genética os “programas” que lhe dizem respeito.

“Estamos avançando nesse campo de pesquisa”, diz Seabra, um dos idealizadores do núcleo de Astrologia da UnB, que deixara de ser ensinada nos centros universitários desde a morte do francês Jean Baptiste Morin de Villefranche. Autor do livro Astrologia gálica, Villefranche postulou as 25 regras que regem o trabalho da astrologia científica e seus modelos de cálculos são tão sofisticados que permitem fazer previsões de datas. Vale lembrar: Villefranche faleceu no dia 6 de novembro de 1656, às duas horas da madrugada, rigorosamente como ele próprio havia previsto dois anos antes.

Essa nova astrologia não pára de ganhar adeptos. Cresce, por exemplo, o número de empresários que dizem ter encontrado nos astros uma arma poderosa na administração de seus negócios. Um dos exemplos é o presidente do Banco Fator, Walter Appel. Em seu computador, juntamente com gráficos que apontam as oscilações da Bolsa de Valores do Estado de São Paulo e as perspectivas de fechamento do pregão, consta diariamente a “opinião” das estrelas sobre o melhor investimento do dia. Um astrólogo foi pago para descobrir se o dia está bom para apostar em papéis de risco ou se a melhor rentabilidade está associada ao petróleo. A ajuda dessa “astrologia esclarecida” balançou até mesmo a Bovespa, que, há cinco anos, chegou a movimentar US$ 100 bilhões. Os operadores estimam que pelo menos 20% desse montante tenha sido regido também por astrólogos.

“Com o aprimoramento dos métodos de avaliação, dá para fornecer informações específicas sobre negócios ou plano de carreira”, diz Maurício Bernis, um dos nomes mais procurados pelo sistema financeiro. Foi ele quem ajudou um importante banco brasileiro a escolher a melhor data para lançar suas ações no mercado europeu.

Recentemente, até um time paulistano da segunda divisão aderiu à onda dos astros. Só falta agora os cientistas tradicionalistas e os astrólogos ortodoxos derrubarem as barreiras de preconceito para tentar entender, casando astros e ciência, qual é essa força que há milênios deixa a humanidade tão ligada às estrelas.

US$ 20 bilhões é quanto a Bovespa movimentou em um ano com a ajuda da astrologia.

Fonte: ISTOÉ

Meus conhecidos – 4

segunda-feira, 22 de abril de 2013

No dia em que eu conheci Nelson Rodrigues, ele primeiro beijou a mão da mulher que estava comigo e disse “Deus te abençoe”. Depois, me dedicou um cumprimento de mão um tanto mole, mas com um texto que ele devia estar experimentando para algum personagem de sua próxima peça, aqueles monumentos de fala dramática em que não se sabe a reação correta, se para rir ou ficar pasmo. Nelson me perguntou rodrigueanamente “como vai, meu jovem, essa bizarria?”.

No dia em que eu conheci o jogador Gérson, o “Canhotinha de Ouro”, eu lhe contei que tinha passado muitas horas da minha infância diante de uma parede, com uma bola de couro número cinco na frente dos pés, tentando aprender a chutar, eu que era destro, do mesmo jeito genial que ele fazia com a perna esquerda. Gérson disse que eu deveria começar a imitar os escritores que escrevem com a mão esquerda, pois são os melhores do meu campo, e rimos meio sem graça daquele humor nonsense.

No dia em que eu conheci o jogador Roberto Dinamite, após um treino do Vasco no estádio de São Januário, ele me pediu que esperasse mais um pouco, pois agora iria treinar faltas. Roberto, que já era o maior batedor de faltas do país, pôs-se então a chutar, sozinho no campo, por cima de uma barreira de jogadores pintados numa placa de ferro. Foram mais de duas centenas de bolas visando aprimorar o trabalho e acertar os dois cantos no alto da baliza. Desde então, embora os resultados ainda não sejam visíveis, todo dia, qualquer que seja, eu escrevo pelo menos uma tela de computador e tento colocar o texto lá naquele cantinho onde a coruja e a imaginação dormem.

No dia em que eu conheci o jornalista Helio Fernandes, ele chegava, punido pelo governo Médici, de uma temporada numa prisão na ilha de Fernando de Noronha, e eu perguntei, no aeroporto Santos Dumont, o que iria fazer em seguida. Ele, com ênfase de que era tarde demais para carregar as malas para outro tipo de negócio, disse “continuar escrevendo, ora!”, e aquelas três palavras me catapultaram pela primeira vez à capa do jornal.

No dia em que eu conheci a famosa dermatologista de Ipanema, ela me disse que o esperma de baleia era a última novidade no embelezamento da cútis feminina e eu perguntei, sem maldade, como me é de costume, apenas curiosidade jornalística, como recolhia-se o precioso jorro do bicho. A conceituada dermatologista das estrelas viu na observação uma insinuação gaiata de que alguém do seu consultório masturbaria a baleia, provocando a ejaculação. Resolveu encerrar ali mesmo a conversa que se pretendia apenas científica.

No dia em que eu conheci Adalgisa Colombo, ela me contou que ganhou o concurso de Miss Brasil 1958 quando, na contramão das adversárias, todas com pancake nas pernas opacas, ela banhou as coxas com óleo Johnson e se tornou mais sensual. Em seguida, em sua casa na Joatinga, num dia em que os móveis estavam todos fantasmagoricamente cobertos por lençóis brancos, ela fez em si própria, muitos anos depois do concurso, a demonstração de como era o viço de uma perna com um e o outro efeito, e, de fato, eu lhe dei toda a razão.

No dia em que eu conheci o psicanalista Eduardo Mascarenhas, ele tinha em seu consultório uma cadeira do tipo namoradeira, de dois lugares, e eu escrevi isso no seu perfil de eminente doutor, notável nos anos 1980 por estabelecer um novo jeito de compreender a sexualidade dos tempos e também por namorar estrelas da televisão. Mascarenhas achou que a cadeira namoradeira não tinha nada a ver com a sua vida, era uma insinuação maldosa, e exigiu, através de seu advogado, que isso ficasse bem claro na edição do dia seguinte.

No dia em que eu conheci o cantor Serguei, escrevi na primeira linha da matéria que ele era o maior fracasso de todos os tempos da música popular brasileira. Qual não foi a minha surpresa quando, dias depois, Serguei foi me visitar carregando não um saco de pedras, como lhe poderia ser de direito constitucional, mas um livro com todas as letras dos Rolling Stones e uma dedicatória agradecida por tanto carinho.

No dia em que eu conheci Drauzio Varella, primeiro nós comemos um bauru no bar Ponto Chic, o inventor do sanduíche paulista, e depois ele foi atender a uma fila de detentos num dos pátios do Carandiru, sendo que o primeiro mostrou imediatamente uma bolsa de carne que saía para fora da barriga, como se outra fosse. Os gritos vinham por todas as frestas do pavilhão, todos significando algum tipo de horror a que Dráuzio parecia traduzir como ecos de normalidade carcerária. Com olhares em código, ele me passava a mensagem de que, ao contrário do que minha expressão apavorada suspeitava, em seguida não haveria nenhum motim e nós não seríamos mantidos como reféns para o novo massacre do Pavilhão 9.

por Joaquim Ferreira dos Santos,   colunista do GLOBO

É TÃO FÁCIL FAZER UMA CRIANÇA FELIZ

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Filho ganha um cachorro de presente dos pais. Filho e pais se emocionam com a chegada do Mathias na família. Emocione-se você também.

LIGUE O SOM, CLIQUE, ABRA A TELA E…EMOCIONE-SE.

Vídeo retirado do Facebook

****ORAÇÃO DO PAPA FRANCISCO**** ****UMA ORAÇÃO EM CADA DEDO****

segunda-feira, 22 de abril de 2013

1. O polegar é mais próximo de você. Então comece a orar por aqueles mais próximos a você. Eles são os mais facilmente lembrados. Orar por nossos entes queridos é um “dever doce.”

2. O dedo seguinte é o indicador . Ore por aqueles que vão ensinar, instruir e curar. Isso inclui professores, catequistas, médicos e os sacerdotes. Eles precisam de apoio e sabedoria para indicar a direção correta para os outros. Mantenha-os sempre presentes em suas orações.

3. O próximo dedo é o médio (o mais alto). Ele nos lembra dos nossos líderes. Ore para o presidente, congressistas, empresários e gestores. Essas pessoas dirigem os destinos de nossa nação e orientam a opinião pública. Precisam da orientação de Deus.

4. O quarto dedo é o nosso dedo anelar . Embora muitos fiquem surpresos, é o nosso dedo mais fraco, como pode te dizer qualquer professor de piano. Ele deve lembrar-nos a rezar para os fracos, com muitos problemas ou prostrado pela doença. Eles precisam da sua oração dia e noite. Nunca será demais orar por eles. Você também deve orar pelos casamentos.

5. E por último, é o nosso dedo mindinho, o dedo menor de todos, que é a forma como vemos a nós mesmos diante de Deus e dos outros. Como a Bíblia diz que “os últimos serão os primeiros”. Seu dedo mindinho deve lembrá-lo de orar por você. Após ter orado para os outros quatro grupos, você verá suas próprias necessidades na perspectiva correta, e assim você rezará melhor por seus problemas.

por Bispo Jorge Bergoglio (hoje, Papa Francisco)