Arquivo de setembro de 2012

NOTÏCIA TRISTE: HEBE CAMARGO, MORREU

sábado, 29 de setembro de 2012

A apresentadora Hebe Camargo, uma das pioneiras da televisão brasileira, morreu aos 83 anos na manhã deste sábado (29). Hebe teve uma parada cardíaca enquanto dormia em sua casa, em São Paulo. O velório será realizado ainda neste sábado no Palácio dos Bandeirantes.

RECORDANDO:

LIGUE O SOM, CLIQUE, ABRA A TELA E…CURTA.

UMA CAPA DE EXTREMO MAU GOSTO

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

NOTA DO BLOG:

Não sou um puritano. Que ninguém faça comentário me classificando como tal. Simplesmente não aceito a forma utilizada pela revista PLACAR para dizer que Neymar  está sendo injustiçado. Ele está? Acho que sim, mas com ressalvas. Ele se encarregou de criar essa “pecha” de cai-cai desde o início de sua carreira. Hoje, procura se reabilitar, porém, para muitos “continua o mesmo”. Essa imagem de cai-cai já atravessou fronteiras. Cabe a ele alterá-la.

Não aceito essa  ofensa aos cristãos, bem como  não aceito aquele filme que um imbecil fez deturpando a imagem de Maomé. Todas as religiões devem ser respeitadas no que diz respeito aos seus líderes e à sua doutrina.

Comumente se diz: Fulano foi CRUCIFICADO. Pois bem, dizer isso é uma coisa, mostrar uma foto de alguém no lugar de Cristo é outra totalmente diferente.

É provável que essa “apelação” tenha sido devidamente “estudada” para colocar a revista PLACAR, que talvez esteja com problemas de vendagem, na chamada condição de “pauta” para blogueiros e usuários das redes sociais. Em outros termos, para provocar um CHOQUE. Se assim for, trata-se de um comportamento ainda mais aviltante.

Vamos ao cinema? Estreiam nas telonas (28/Setembro)

sexta-feira, 28 de setembro de 2012
  • Boca

  •  Gênero: Drama
  • Duração: 100 min.
  • Origem: Brasil
  • Estreia: 28/09/2012
  • Direção: Flavio Frederico
  • Roteiro: Mariana Pamplona
  • Distribuidora: Vinny Filmes
  • Censura: 16 anos
  • Ano: 2012

Adaptado da autobiografia de Hiroito de Moraes Joanides (Daniel de Oliveira), o filme retrata a atmosfera noturna da Boca do Lixo, região de prostituição no centro de São Paulo nos anos 50 e 60. Oriundo de uma família de classe media alta, Hiroito frequentava a Boca apenas como boêmio em busca de aventuras sexuais, até que uma tragédia pessoal provoca uma mudança em sua vida. Seu pai é violentamente assassinado e Hiroito é acusado pelo crime. Dois meses depois deste acontecimento, Hiroito compra dois revólveres e se muda para a Boca, tornando-se rapidamente um dos bandidos mais procurados pela polícia.


“LOOPER – ASSASSINOS DO FUTURO”
Título original: Looper
Gênero: Ação, Ficção Científica
Duração: 118 min.
Origem: Estados Unidos
Estreia: 28/09/2012
Direção: Rian Johnson
Roteiro: Rian Johnson
Distribuidora: Paris Filmes
Censura: 16 anos
Ano: 2012

Ambientado em um futuro próximo, um grupo de assassinos — conhecidos como Loopers – trabalham para um sindicato do crime. Eles são enviados do futuro para o presente, para matarem criminosos antes que os crimes sejam cometidos. Mas quando um deles descobre que foi enviado para o passado para matar a si mesmo, o sistema começa a ser questionado.

“LA VIDA ÚTIL – UM CONTO DE CINEMA”
Título original: La vida Útil
Gênero: Drama
Duração: 70 min.
Origem: Espanha e Uruguai
Estreia: 28/09/2012
Direção: Federico Veiroj
Roteiro: Arauco Hernández Holz, Federico Veiroj, Gonzalo Delgado, Inés Bortagaray
Distribuidora: Vitrine Filmes
Censura: 12 anos
Ano: 2010

Jorge tem 45 anos de idade e ainda vive com seus pais. Nos últimos 25 anos de sua vida ele trabalha no departamento de arquivos da Cinemateca de Montevideo, monta a programação de filmes, dá suporte técnico e ainda comanda um programa de cinema em uma estação de rádio. Jorge não tem nenhuma experiência em outro trabalho que não seja com filmes. E um dia Jorge perde o emprego. A partir de então ele busca uma forma de alterar seu modo de vida a fim de se adaptar a um novo mundo que surge à sua frente. Mas, seja como for, Jorge percebe que são justamente os filmes que irão ajudá-lo a sobreviver.

O Watergate brasileiro

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Como um estudioso das políticas dos Estados Unidos e do Brasil, assim como na minha condição de agente literário aqui e lá, venho acompanhando o noticiário brasileiro impressionado com os paralelos entre os escândalos de Watergate e Mensalão. É irônico que Watergate tenha estourado exatamente 40 anos atrás, em setembro de 1972.

Como o Mensalão, Watergate envolvia o uso de um caixa 2 de campanha _ fundos levantados com doadores particulares para a reeleição de Richard Nixon (foto ao lado). Mas parte do dinheiro foi usada em um esquema de espionagem dos adversários democratas, orquestrado a partir dos escalões mais altos do governo e pelo próprio presidente Nixon.

Uma vez descoberto o esquema, mais dinheiro de caixa 2 foi usado para acobertar os responsáveis _ basicamente tentando calar a boca dos assaltantes da sede do comitê democrata.

Ao final, a medida que cabeças começaram a rolar e que a trilha do dinheiro foi descoberta, os acusados viram que seriam implicados e condenados e passaram então a denunciar os chefões da conspiração. Um deles disse à promotoria que havia sido pago para mentir e apontou o dedo contra o conselheiro presidencial John Dean e o ex-procurador geral da República, John Mitchell, naquele momento atuando como chefe da campanha de Nixon. A partir daí, outros passaram a colaborar com a acusação, e o próprio Dean acabou no papel de testemunha-chave contra o presidente.

Richard Nixon renunciou à presidência em agosto de 1974 diante da grande possibilidade de um impeachment por parte do Congresso, além de um processo criminal. No total, 69 altos funcionários do governo foram acusados criminalmente, e 48 considerados culpados.

Não é muito difícil imaginar o julgamento do Mensalão tendo um desenvolvimento semelhante. Talvez isso já esteja até acontecendo, com a grande diferença, é claro, de o Mensalão se referir a um governo já encerrado, enquanto Watergate envolvia diretamente o governo em vigor.

Para terminar, uma última comparação que vale mencionar é o perdão de Gerald Ford a Nixon pelos crimes de Watergate, assim que o vice assumiu presidência.

Melhor do que eu, os leitores deste blog conhecem a Constituição brasileira e sabem que na seção 2 artigo 84 o presidente do Brasil tem o poder de perdoar crimes e reduzir sentenças condenatórias.

por Raymond Moss (advogado nos Estados Unidos)  - Tradução: Luciana Villas – Boas

“Liguei a TV de madrugada outro dia e vi dois seres se esfregando. Achei que fosse pornografia. E aí o chão começou a se encher de sangue como se tivesse rompido o hímen. Só depois percebi que era essas lutas”. (do cartunista e escritor Ziraldo sobre o UFC).

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

NOTA DO BLOG:

Há quem chame essas atrocidades de “prática esportiva”, querendo levar essa carnificina para as Olimpíadas.

Voto livre, sem influências religiosas

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Parte de um discurso de dom Odilo Scherer, cardeal-arcebispo de São Paulo:

“Entendemos que o voto dos cidadãos é livre e não deve ser imposto aos fiéis, como por “cabresto eleitoral”, pelos ministros religiosos; nem devem nossos templos e organizações religiosas ser transformados em “currais eleitorais”, reeditando práticas de uma política viciada, que deveriam estar superadas. A manipulação política da religião não é um benefício para o convívio democrático e pluralista e pode colocar em risco a tolerância e a paz social”.

Sábias palavras. Em época eleitoral, os candidatos dos partidos da ordem peregrinam, sem exceção, a todos os templos e congregações religiosas, fazendo, não raro, profissões de fé hipócritas. Ajoelham-se, benzem-se, aceitam passes, beijam mãos, colocam solidéus, desidratando a já raquítica educação política do povo, que acaba misturando canais. Fariseus.

por Jacques Gruman

Catarinense leiloa virgindade pela internet

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Charge: Alpino

Sorria, você está sendo filmado

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Colégio Rio Branco, uma das mais tradicionais escolas particulares de São Paulo, instalou câmeras de vigilância nas salas de aula. Até onde devemos avançar na utilização de tecnologias de monitoramento? Esse é o melhor teste para distinguir consequencialistas, isto é, aqueles espíritos essencialmente pragmáticos, dos deontologistas, os partidários de éticas do dever.

E o grande problema com as câmeras, como observou o filósofo Emrys Westacott, é que elas funcionam. Sua mágica é que fazem com que a obrigação coletiva (o cumprimento de regras) e o interesse próprio (não ser apanhado), que muitas vezes andam separados, coincidam. É só acionar uma dessas engenhocas que as pessoas começam a se comportar melhor. Como ser contrário a isso?

Essa é uma missão para Immanuel Kant. Para o filósofo prussiano, um homem pode fazer a coisa certa ou por temer a sanção ou por reconhecer a racionalidade por trás da norma. Só na segunda hipótese ele age de forma moral e livre. É só aí que ele se constitui como sujeito autônomo.

Avançando um pouco mais no raciocínio kantiano-westacottiano, as câmeras, ao jogar o interesse para o mesmo lado da obrigação, na verdade nos privam da liberdade de fazer o que é certo, isto é, impedem nosso crescimento como agentes morais.

O dilema não tem solução, ou melhor, a resposta muda conforme o contexto. A maioria de nós tende a ser favorável à colocação de câmeras em lugares públicos de grande afluxo de pessoas, como aeroportos e prisões, já que elas melhoram bastante a segurança. Mas não aderimos tão entusiasmadamente a elas em situações mais privadas, como o quarto conjugal ou, de forma menos dramática, o ambiente de trabalho. E a razão, creio, é que prezamos a ideia de aprimoramento moral. Eu pelo menos, apesar de minhas inclinações consequencialistas, hesitaria em matricular meus filhos numa escola sob vigilância perpétua.

por Hélio Schwartsman (Folha de SP)

NOTA DO BLOG:

Fico com o autor do texto. E você?