Explicando política às crianças

Autor: Oswaldo Amaral | Tags: , , , , , ,

Meninos, meninas, vou lhes contar como tudo começou, do jeito como me ensinaram. Há muitos milênios atrás ( um milênio são mil anos! ), antes mesmo que a roda tivesse sido inventada, a vida era uma pancadaria generalizada, pauladas, pedradas, furadas ( eram feitas com paus pontudos; ainda não haviam descoberto um jeito de fazer flechas com pedras lascadas), cada um por si, cada um contra todos. Um famoso pensador chamado Hobbes disse que era um estado de “guerra de todos contra todos”. Não havia leis. As leis servem para proibir aquilo que não pode ser feito. Assim, cada um fazia o que queria. Roubar não era crime porque não havia uma lei que dissesse “é proibido roubar”. Matar não era crime porque não havia uma lei que dissesse “ é proibido matar”. E não havia pessoas encarregadas de fazer cumprir a lei: juizes, polícia. É para isso que a polícia existe: para impedir que a lei seja quebrada e para proteger os cidadãos comuns. Quem tivesse o porrete maior era o que mandava. Houve até um famoso presidente dos Estados Unidos que explicou o seu jeito de governar: “Falar manso e ter um porrete grande nas mãos…” Os jeitos primitivos continuam ainda em vigor.

É fácil entender. Imaginem uma coisa doida: um jogo de futebol em que não haja regras e nem haja um juiz que apite as faltas. Tudo é permitido. Tapas, murros, rasteiras, xingamentos, levar a bola com a mão, mudar de time no meio do jogo. Ao final de cada jogo o número de mortos e feridos é grande. Os amantes de futebol queriam continuar a jogar futebol, mas sem medo da violência.

Eles se reuniram e disseram: “Não é possível continuar assim. Vamos fazer regras para o futebol. E vamos ter, no campo, um homem que faça com que as regras sejam cumpridas.” E assim fizeram. E o futebol se transformou num jogo civilizado ( às vezes…)

Pois os homens daqueles tempos chegaram à mesma conclusão. Não valia a pena continuar a viver daquele jeito. Eles se reuniram numa grande assembléia e chegaram a um acordo: “Só há uma solução. É preciso que cada um deixe de fazer o que lhe dá na telha. Precisamos leis. Mas, para ter leis, precisamos de um homem que faça as leis. E não só isso: um homem que tenha o poder para punir todos aqueles que quebram a lei”.

Os homens, assim, abriram mão das suas pequenas vontades individuais para poderem viver uns com os outros em paz. E para que houvesse um homem que fizesse as leis e punisse os criminosos eles escolheram um que seria o seu Rei, ele e os seus descendentes. O Rei teria que ser aquela pessoa que reinaria para a paz dos homens comuns, os seus súditos. O Rei teria de ser uma pessoa que, ao mesmo tempo, combinasse sabedoria e força. Sabedoria para fazer as coisas certas. E força para que punisse os malfeitores. Em toda situação há sempre os malfeitores, aqueles que quebram as leis. Também no futebol há os malfeitores. No futebol os malfeitores são aqueles que quebram as regras, aqueles que, pensando que o juiz está distraído, dão rasteiras e tentam fazer gols com a mão. Se o juiz ficar desatento e não apitar as faltas a partida de futebol vira pancadaria.

Mas esses homens que elegeram o Rei eram ruins em psicologia. É sempre assim: em período de eleição todos os candidatos se apresentam como honestos, puros, pessoas que só desejam o bem do povo. Mas o povo não conhece psicologia. Acredita naquilo que lhes é dito. Não sabem que essas falas dos candidatos são como a isca no anzol do pescador. O seu objetivo é apenas “fisgar” o voto do povo. E esses puros, uma vez no poder, passam por horríveis transformações. Belos, transformam-se em Feras. Aconteceu assim com os Reis, tão bonitos, tão honestos, antes de terem a coroa na cabeça e a espada na mão. Mas uma vez no poder transformaram-se em Tiranos. Tiranos são aqueles que, esquecidos do povo, impõem a sua vontade sobre ele. Assim os Reis esqueceram-se do povo e passaram a pensar só neles mesmos. Se eles eram aqueles que fazem as leis, e se eles eram aqueles que tinham a espada na mão, não havia ninguém que os punisse. Eles cometiam suas maldades protegidos pela impunidade. Tendo poder para fazer as leis, eles as fizeram só em seu benefício, leis que obrigavam o povo a pagar impostos pesados. Imposto é um dinheiro que o povo tem de pagar ao governo para administrar o país. Tudo estaria bem se o dinheiro dos impostos fosse usado para o bem do povo. Mas não foi isso que fizeram. Usaram o dinheiro do povo para si mesmos.

Construíram palácios com jardins, gramados e piscinas, deram banquetes, não só eles mas todos os membros da corte que assim se locupletaram. Todos ficaram ricos. O povo ficou mais pobre, mais sofrido. Aprendam isso: as pessoas mais cheias de boas intenções, quando têm o poder e o dinheiro na mão, esquecem-se delas. Ficam deslumbradas com o poder e passam a pensar só nelas mesmas. O poder e o dinheiro corrompem.

Foi assim durante muitos séculos. Até que o povo perdeu as esperanças. Os reis, que haviam sido objetos da sua admiração, tornaram-se objetos do seu desprezo. Seu perfume se transformou em fedor. Não, os Reis jamais pensariam no bem do povo. Aí o povo pensou: “Não fomos nós que escolhemos o Rei? Se ele está no trono é só porque nós queremos! Ele não está no trono pela vontade dos deuses! Se fomos nós os que o colocamos no trono, temos o direito de tirá-lo de lá”. O povo então se enfureceu, saiu às ruas, pegou em armas, fez revoluções e tirou o Rei do trono. Esse direito do povo, de tirar os Tiranos do poder, pela força, até foi louvado pela mais humilde e a mais santa das mulheres, Maria, mãe de Jesus. Cantando o amor de Deus ela disse que ele “derrubou dos seus tronos os poderosos e exaltou os humildes.” ( Lucas 1:52).

Mas esse direito de tirar os reis dos tronos transformou-se em crueldade. Na Revolução Francesa o rei e a rainha foram guilhotinados. Na Rússia os revolucionários fuzilaram toda a família real, inclusive as crianças.

Voltou-se então ao estado original: não havia quem ditasse leis e as fizesse cumprir, para a paz do povo. Havia o perigo de que se estabelecesse a condição primitiva de “guerra de todos contra todos”. Há de haver quem faça as leis e garanta o seu cumprimento. Mas o povo havia aprendido uma lição: poder por toda a vida, como o que era dado aos reis, só produz tirania e corrupção. É muito perigoso dar poder absoluto a uma pessoa só.

Por que o jogo de futebol é possível? Jogadores, bola – tudo bem. Mas não basta. Há de haver regras. E como se estabelecem regras? As pessoas interessadas se ajuntam e fazem um “contrato”. “Contrato” é um documento que estabelece as regras, com o acordo de todos. Esse contrato contém as regras do jogo que todos devem obedecer. Todas as relações entre os seres humanos são reguladas por contratos. O casamento é um contrato, a compra de uma casa é um contrato, a matricula de um aluno numa escola se faz por meio de um contrato. Quando um povo inteiro quer estabelecer as regras de sua convivência, esse contrato tem o nome de “Constituição”. O Brasil tem uma “Constituição”.

O espaço chegou ao fim e na próxima crônica vou falar sobre a “Democracia” que é o sistema de governo em que quem faz as leis é o povo. Pelo menos, é assim que deveria ser.

por Rubem Alves

Postado em 26 de abril de 2013 | 1 comentário(s)

CARA-DE-PAU DO DIA !!! Renan Calheiros ameaça o Supremo Tribunal Federal e diz que está dando ‘uma oportunidade’ ao Poder Judiciário.

Autor: Oswaldo Amaral | Tags: , , , ,

NOTA DO BLOG:

A foto acima retrata bem a personalidade e o caráter daquele que é, atualmente, o Presidente do Senado Federal.

Responda rápido: ESTE PAÍS É SÉRIO?

Postado em 26 de abril de 2013 | No Comments

Segundo o antivírus Avast, o UOL é um dos 10 sites mais infectados do Brasil. O mais infectado é o “carrosrebaixados.net.br”

Autor: Oswaldo Amaral | Tags: , , , , ,

LISTA DOS 10 SITES MAIS INFECTADOS NO BRASIL

(01) carrosrebaixados.net.br

(02) aparecidaeletropecas.com.br

(03) beijosmeliga.com.br

(04) blogdocomputador.com.br

(05) videos.etc.br

(06) restaurantesdf.com.br

(07) zoofiliavip.com.br

(08) uol.com.br

(09) logon.com.br

(10) safadastube.com.br

Um dos portais mais acessados do Brasil (talvez, o mais acessado) possui um problema que afeta muita gente.

Segundo relatório do avast!, o domínio uol.com.br é um dos 10 sites mais infectados do Brasil.

O relatório do avast! não explica o motivo do site da UOL aparecer na lista. Sabe-se que os outros sites da lista apresentam problemas, mas nunca houve relatos sobre o do portal.

Segundo o serviço do Google, o domínio uol.com.br atuou como intermediário na infecção de outros 5 sites nos últimos 90 dias. Ao passar pelo site da UOL, os robôs do Google detectaram a presença de 71 trojans, 32 exploits e 12 vírus.

Essas informações podem ser obtidas publicamente no relatório  do Google Safe Browsing.

Não significa que devemos parar de acessar o site da UOL. Devemos sim tomar cuidado ao clicar em certos links do portal.

Um grande portal não pode ser um mal exemplo de segurança. Ainda mais quando este comercializa antivírus.

Fonte: Dicas Browser


Postado em 25 de abril de 2013 | No Comments

*********RECORDAR É VIVER********* No debate presidencial de 2006, LULA ironizou o rival tucano Geraldo Alckmin, que criticou seu governo na Educação: “O Alckmin é elitizado, para ele tudo que sai em jornais, como o New York Times, é verdade.” AGORA ELE ACEITOU ESCREVER ARTIGOS PARA O MESMO JORNAL QUE CRITICOU. QUEM MUDOU? ELE OU O JORNAL? “MORDEU A LÍNGUA” HEIN, LUIZ iNACIO?

Autor: Oswaldo Amaral | Tags: , , , ,

Postado em 25 de abril de 2013 | No Comments

Frase do Dia: “Dilma disse, dias atrás, que o governo não flerta com a inflação. É verdade. O governo transa com ela, cheio de prazer com vontade de quero mais”. (Gilberto Simões Pires, jornalista)

Autor: Oswaldo Amaral | Tags: , , , , , ,

Postado em 25 de abril de 2013 | 1 comentário(s)

ALLIANZ fecha acordo para dar novo nome ao estádio do Palmeiras. Você acha que alguém vai chamar o “PORCÃO” de Arena ALLIANZ? rsrs

Autor: Oswaldo Amaral | Tags: , , , ,

NOTA DO BLOG:

A construtora WTorre e a Allianz Seguros fecharam acordo para que a seguradora tenha o “naming rights” da Arena Palestra, para dar o nome ao novo estádio do Palmeiras.

O contrato fechado tem duração de 20 anos, conforme informações extraoficiais, com a possibilidade de renovação por mais 10 anos, totalizando o período que o estádio ficará sob a administração da construtora – depois, passa ao Palmeiras. O valor do negócio é estimado em R$ 300 milhões.

Tá certo, a grana é boa mas você acha que alguém vai dizer:

“-O jogo é na Arena Aliianz?”

ou vai dizer:

“-O jogo é no PORCÃO?”

Postado em 24 de abril de 2013 | No Comments

Você sabia? Lipoaspiração faz gordura mudar de lugar. “Lipo” não emagrece, lembram os médicos.

Autor: Oswaldo Amaral | Tags: , ,

Uma lipoaspiração pode reduzir a gordura de coxas e quadril. E, com o tempo, trazer novas curvas não desejadas, diz estudo da Universidade de Colorado, nos EUA.

A pesquisa, publicada no periódico “Obesity”, mostrou que, em um ano, a gordura retirada das coxas volta a se acumular na parte superior do abdome e nos braços.

Os autores acompanharam 32 mulheres na faixa dos 36 anos, que tiveram suas circunferências corporais e percentuais de gorduras medidos. Dois meses após a lipoaspiração, elas tinham perdido 2% de gordura e quase o mesmo em circunferência.

Um ano depois, as medidas foram reavaliadas. A gordura total voltou aos índices originais, mas concentrada na parte superior do corpo.

Segundo os pesquisadores, isso acontece porque o corpo “defende” suas reservas de gordura. Se as células adiposas são eliminadas de uma área, a gordura vai “inchar” células em outro lugar.

“Observamos isso na prática”, diz Carlos Alberto Komatsu, presidente da SBCP-SP (regional paulista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica).

Mas, para ele, os pesquisadores deveriam ter orientado as mulheres a mudar a alimentação.

“Se você come mais do que gasta, a gordura volta mesmo”, afirma Komatsu.

INFLAMAÇÃO
Além do acúmulo de gordura em outros lugares, a lipoaspiração pode ter outras consequências.

Um estudo da SBCP-SP, ainda em andamento, mostra que, quando a retirada de gordura passa de três litros, os níveis de substâncias do corpo que sinalizam inflamação sobem bastante.

“Uma hora, a coisa desanda. Você mexe de um lado, sobe de outro”, diz Komatsu.

Fonte: New York Times

Postado em 24 de abril de 2013 | No Comments

UM PRESÍDIO DE SEGURANÇA “MÍNIMA”. Conheça a “prisão-clube” na Noruega que está mexendo com o sistema penal europeu.

Autor: Oswaldo Amaral | Tags: , , , , , ,

Afrouxando as algemas, o presídio de baixa-segurança da ilha de Bastoy, na Noruega, conseguiu alcançar a menor taxa de reincidência criminal do mundo.

À disposição dos 120 moradores da ilha norueguesa de Bastoy, há quadra de tênis, campo de futebol, saunas, câmara de bronzeamento artificial, sala de cinema, estúdio musical e uma biblioteca.

Os quartos são mobiliados e equipados com TV a cabo. O trabalho na fazenda, na colheita, na lavanderia, na balsa ou na pesca rende cerca de 57 coroas norueguesas (ou 20 reais) por dia para cada um.

Ao contrário do que se imagina, no presídio com a menor taxa de reincidência da Europa não há celas, armas, cassetetes ou câmeras de monitoramento; apenas uma regra: nada de álcool, drogas e violência.

Condenado por homicídio toma banho de sol no lado de fora dos aposentos onde vive, na prisão norueguesa

Bastoy é um dos únicos quatro presídios de baixa-segurança do mundo. Na ilha, os apenados — que durante as noites têm apenas cinco guardas para vigiá-los — fazem tudo do que a criminologia moderna os privou. Os ex-assassinos, ex-ladrões e ex-traficantes trabalham, estudam, se divertem, se exercitam e tomam sol. Aqui, o prefixo “ex” não é por mera generosidade, e sim pela baixíssima taxa de reincidência criminal. Apenas 16% dos que cumpriram pena em Bastoy voltam ao crime; no Brasil, o índice supera os 70%. O êxito do “corretivo” aplicado na ilha já faz com que a Noruega pense em expandir o modelo, iniciativa que causa arrepios nos penalistas mais rígidos e revanchistas.

“Bastoy faz exatamente o oposto dos presídios convencionais, onde os presos são trancafiados sem qualquer tipo de responsabilidade pessoal, alimentados e tratados como animais”, diz o diretor da prisão. No cargo desde 2007, o psicoterapeuta (especializado na escola da Gestalt) Arne Nilsen já trabalhou em presídios ingleses e passou mais de dez anos no Ministério da Justiça norueguês antes de mudar-se para a ilha.

Para ele, é preciso olhar as punições com um sentimento menos vingativo e repressor. “Privar uma pessoa da sua liberdade por um certo período já é um castigo suficiente em si, sem que seja necessário precarizar as condições do presídio”, disse Nilsen.

Ao contrário dos modelos mais rígidos, o sistema penal norueguês não prevê nem pena de morte nem prisão perpétua, e o tempo máximo que um cidadão pode passar na cadeia é de 21 anos (no Brasil, são 30).

Assim, a sociedade norueguesa é obrigada a se conformar com o fato de que a maioria dos prisioneiros, por mais hediondos que tenham sido seus crimes, vai ser libertada mais dia, menos dia.

Além de exercitar a convivência social dos condenados, as tarefas de trabalho também ajudam a gerir o modelo de negócios da ilha. “Bastoy é na verdade a prisão mais barata da Noruega”, defende Nilsen. Com a força de trabalho dos presos, Bastoy precisa contratar menos funcionários e ainda assim consegue produzir parte da sua comida e do seu combustível. Para ajudar a fechar as contas, medidas “sustentáveis” como o uso de energia solar e restrição da circulação de automóveis diminuem os custos.

Bjorn Andersen é um sociólogo e pesquisador de 52 anos que chegou a Bastoy após passar três anos em um presídio comum, condenado por tentativa de homicídio. Casado há mais de duas décadas e pai de cinco filhos, Andersen agrediu a esposa, após ouvir que ela havia comprado um apartamento e estava para fazer a mudança. “Eu surtei e a ataquei”, diz ele, balançando a cabeça.

De segunda a sexta-feira, Andersen é responsável por acordar tomar café e embalar o seu almoço, antes das 8h30, horário em que entra no trabalho. Como os presos, ele é liberado às 14h30 e o “jantar” é servido logo em seguida. A partir daí, todos têm até as 23h para fazer o que bem entenderem. Andersen aproveita para terminar a dissertação que estava concluindo antes de ser preso.

A casa acima abriga a biblioteca da ilha; das 15h às 23h presos podem consultar o acervo e fazer outras atividades

Entre os 70 funcionários (35 guardas) que compõem a equipe, Bastoy oferece aos presos enfermeira, dentista, fisioterapeuta e uma creche para crianças. Pelo menos uma vez por semana, todos podem receber uma visita de até três horas. “Encontros íntimos” também são permitidos e prisioneiros com filhos pequenos podem passar um dia inteiro com suas namoradas e companheiras.

As restrições ao álcool, às drogas e às condutas violentas são claras e inflexíveis. Se alguém quebrar as regras, Bastoy conta com duas celas escondidas e fechadas, com portas de ferro e sem janela especialmente para os infratores aguardarem a transferência de volta para os presídios comuns. Segundo um dos presos, já faz mais de dois anos desde que foi habitada pela última vez, quando um dos condenados foi pego com bebida no quarto.

NO VÍDEO ABAIXO, NARRADO EM NORUEGUÊS, VOCÊ FICA CONHECENDO UM POUCO MAIS A “PRISÃO”.

LIGUE O SOM, CLIQUE E ABRA A TELA.

Fengselslivet på Bastøya from Robert Hansen, Fargefilm AS on Vimeo.

Fonte: Revista Samuel

Postado em 24 de abril de 2013 | No Comments