Posts com a Tag ‘1950’

FUTEBOL É O ASSUNTO PRINCIPAL

sexta-feira, 26 de abril de 2013

MAIOR DESTAQUE – Como a aproximação da Copa das Confederações, que nada mais é do que o grande aperitivo da Copa do Mundo, e pelo fato de ambos os certames acontecerem no Brasil, daqui para frente, até o encerramento do Mundial de 2014, os noticiários vão destacar muito mais o futebol do que qualquer outro assunto.

COPA DE 1950 – Para não fugir à regra me antecipo relembrando a Copa do Mundo de 1950 (primeira depois da segunda guerra mundial), que o Brasil sediou, para fazer algumas comparações. Naquela época, como é sabido, além de não existir televisionamento e apoio de patrocinadores, também não havia direitos de transmissão. Muito menos bola com chip, como veremos na edição de 2014.

13 SELEÇÕES – O que poucos sabem, no entanto, é que a Copa de 50 só contou com 13 seleções, que vieram ao Brasil para disputar 22 jogos (em 2014 serão 32 times e 64 partidas). Mais: a duração do torneio foi de apenas 16 dias.

Em 1950, as cidades-sedes eram seis: Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba e Recife; em 2014 serão 12, com o acréscimo de Salvador, Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Natal e Brasília.

MARACANÃ (1950)

CURIOSIDADES – No Mundial de 50, para quem não sabe, a Argentina preferiu não participar. Como não foi escolhida para ser sede da Copa do Mundo, em protesto resolveu desistir. Assim, da América do Sul, além do Brasil participaram Uruguai, Chile, Paraguai e Bolívia.

Já da Europa vieram as seleções da Suécia, Suíça, Inglaterra, Itália, Iugoslávia e Espanha. E da Confederação Norte-Centro-Americana e do Caribe de Futebol, México e Estados Unidos.

E, dos países da África, Ásia e Oceania, a única seleção que se classificou, na primeira fase, foi a Índia, que acabou desistindo porque seus jogadores jogavam descalços. Como a FIFA havia decidido que a partir da Copa de 1950 passaria a ser obrigatório o uso de chuteiras para a prática do futebol, a Índia preferiu não participar.

REINO UNIDO – As nações que compõem o Reino Unido puderam competir, tendo se reunido à Federação Internacional de Futebol quatro anos antes, após 17 anos de auto-exílio. Foi decidido que o Bristish Home Championship de 1949-50 serviria de eliminatória, com o campeão e vice se classificando para o Mundial.

A Inglaterra terminou em primeiro e a Escócia em segundo. Mas os escoceses também desistiram, porque haviam decidido que só participariam caso tivessem ficado em primeiro lugar.

DESISTÊNCIAS – Além da Índia, a Turquia também optou por não participar. Preocupada com tantas desistências, a FIFA convidou a França e Portugal para preencher as vagas. Ambas, porém, declinaram do convite.

No início, a França até concordou em participar. Como a infraestrutura no Brasil era muito precária (coisa que acontece até hoje), e muitas viagens da Europa para o Brasil eram feitas por navio, os franceses exigiram mudança de local dos jogos no Brasil. A então CBD recusou e com isso a França acabou desistindo.

SEM FINALÍSSIMA – Com toda essa encrenca, dos 16 times originalmente previstos, somente 13 disputaram o torneio, que teve duração de apenas 16 dias. O que foi considerado um fiasco pela mídia internacional.

Agora o mais curioso e que muita gente desconhece: a Copa do Mundo de 1950 não teve uma finalíssima.

Como a fórmula do torneio previa um quadrangular final, as quatro equipes que se classificaram em primeiro em seus grupos (Brasil, Uruguai, Espanha e Suécia) formaram um novo grupo e disputaram partidas entre si. Por mera coincidência, a última partida do quadrangular acabou por reunir Brasil e Uruguai. Como o Uruguai tinha 3 pontos (havia empatado com a Espanha) e o Brasil 4 (havia ganhado duas, contra Espanha e Suécia), e não poderiam mais ser alcançados pelas demais, só um dos dois tinha condições de se sagrar campeão do mundo. Para o Brasil, o empate bastava; No caso do Uruguai, só a vitória interessava.

O resultado, que os brasileiros jamais esquecem, foi 2×1 para o Uruguai, que se tornou Campeão do Mundo, em pleno estádio do Maracanã, totalmente lotado.

Fonte: Ponto Critico.Com

GUARDIOLA NA SELEÇÃO BRASILEIRA? Talvez a fase de testes para a Copa tivesse que ser aplicada em outra função: a de TREINADOR.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A minha geração (a anterior e imagino que as posteriores também) não tem nada a ver com isso, mas até hoje sofremos na pele o desastre da Copa de 1950 no Brasil. Depois do Maracanazzo, mesmo com cinco Mundiais nas costas, sempre tem alguém para lembrar dele, desde um “maldito” uruguaio a qualquer estudo sociológico sobre as grandes dores da alma humana no século 20.

Daí que hoje, na Suíça, em uma noite de fevereiro de 2012, o Brasil entra em campo contra a Bósnia, para mais um jogo-teste. O problema é que há um outro modo de “ler” essa partida: mais um novo capítulo da série “Procura-se desesperadamente uma seleção para a Copa de 2014 no Brasil”.

A água já bateu. Falta pouco mais de dois anos para o Brasil sediar um novo Mundial. E, parafraseando o diretor de seleções Andres Sanchez, o Mano não tem um time. “É preciso parar com os testes”, disse.

Corte para a Europa. O hoje encantador técnico do Barcelona, o espanhol Pep Guardiola (foto abaixo), 13 títulos em 16 disputados, ameaça sair do melhor time do planeta. Cogita-se na Inglaterra o interesse local em Guardiola para o cargo de técnico do English Team, que está demorando para ser ocupado. Fala-se na Itália que a Inter de Milão vai abrir os cofres para seduzir o técnico.

Não tenho nada contra o trabalho do Mano.

Mas, se formos pensar seriamente que fevereiro de 2012 não está tão longe assim de junho de 2014 (e na importância de uma Copa, no Brasil, para o ego dos brasileiros), talvez a fase de testes tenha que ser transportada para uma outra função: a de técnico. E, para o “país do futebol”, nada melhor que o principal treinador hoje no mundo.

O raciocínio é “simples”: técnico estudioso e vencedor, porém enfadado e querendo desafios >> Guardiola perto da Argentina, terra dos técnicos que ele tanto admira >> o Brasil tem alguns grandes técnicos, que não estão em suas grandes fases >> um especialista em futebol como o colunista Tostão procurando sem encontrar a fonte de onde bebem os supervalorizados treinadores brasileiros >> Guardiola e seu antídoto natural contra duas grandes seleções: a Espanha e a Argentina (leia-se Messi) >> Guardiola no Brasil.

No mínimo, pelas “ligações perigosas” que Ricardo Teixeira parece ter com o presidente do Barcelona, ex-Nike, empresa que patrocina o futebol brasileiro a ponto de interferir até na agenda de jogos da seleção, talvez não seja tão difícil pegar o telefone e ligar para Guardiola, para perguntar: “E aí? Topa?”.

Autor: Lucio Ribeiro (Folha de S.Paulo)

NOTA DO BLOG:

Concordo em gênero, número e grau com o jornalista Lucio Ribeiro. Quais são as pretensões de Mano  colocando  Ronaldinho (anda em campo) Gaucho e deixa no banco Paulo Henrique Ganso?  Lucas entra aos 36 do 2º tempo? Ele tá de brincadeira!!!

A propósito: Kaká e Robinho não serão mais chamados? É brincadeira!!! 

Essa vitória de 2×1 contra a Bósnia não convence ninguém!!!