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Frase do Dia: “Se tivesse uma igreja em cada quarteirão, existiria uma sociedade mais justa.” (Celso Russomanno, candidato a prefeito em São Paulo em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Na edição de domingo (01/julho), o jornal “Folha de S.Paulo” estampou, na primeira página, a foto abaixo que mostra o enforcamento em Teerã, de dois homens acusados, um de estupro e o outro, de tráfico de drogas.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Nas páginas internas, encontramos uma ampla reportagem sob o título: “CERTA MANHà EM TEERÔ com fotos mais nítidas e mais chocantes, como esta:

Abaixo, veja o que escreveram a respeito dessa reportagem, alguns leitores do jornal:

A reportagem é estarrecedora, mas nos faz pensar. Será que não precisamos de uma legislação mais severa para punir crimes como tráfico de drogas e estupro –que, no Irã, são exemplarmente punidos com o enforcamento em praça pública? Não precisaríamos chegar a tanto, porém necessitamos de uma legislação penal mais dura.

Tomaz de Aquino dos Santos (Piracicaba, SP)

Muito inteligente a “Primeira Página” da Folha de ontem. Enquanto a foto de cima mostrava corpos de enforcados pendurados em guindastes, acusados de narcotráfico e de estupro no Irã, na manchete, logo abaixo, temos em letras garrafais a análise laboratorial feita por peritos da Polícia Federal que, após sete anos de pesquisa, confirma a presença de produtos estranhos em drogas como cocaína. Enquanto num país fundamentalista como o Irã traficantes são executados, por aqui eles aumentam o seu lucro enganando os consumidores.

Gésner Batista (Rio Claro, SP)

A Folha de ontem demonstrou que a ânsia de vender jornal a iguala aos tabloides sensacionalistas. Qual é a razão para publicar a foto dos guindastes com enforcados no Irã na “Primeira Página”? Se foi para animar os leitores e deixá-los motivados positivamente, o jornal falhou.

Olavo Motta de Campos (São Paulo, SP)

NOTA DO BLOG:

E VOCÊ, MEU AMIGO, MINHA AMIGA, O QUE PENSA A RESPEITO? DEIXE AQUI A SUA OPINIÃO. ELA SERÁ DEVIDAMENTE POSTADA.

Qual não foi a minha surpresa ao encontrar na edição de hoje do jornal “Folha de S.Paulo”, um caderno de 22 páginas (repito: 22 páginas!) do “Balanço Anual 2010 – SABESP”. Com certeza, outros jornais também publicaram. Quanto será que custou ao “bolso” dos paulistas, hein!?

quarta-feira, 30 de março de 2011

São dois leitores da “Folha de S.Paulo”. Um, assiste de longe, o outro, vive o problema.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Parabéns ao governador Sérgio Cabral, ao prefeito do Rio, Eduardo Paes, e também ao governo Lula por disponibilizar as Forças Armadas nacionais para o combate ao tráfico de drogas nos morros cariocas. Esperamos que essas ações não sejam para impressionar a Fifa e o COI, nem se limitem à Cidade Maravilhosa. Esperamos que o governo Lula e o governo da presidente Dilma continuem perseguindo, prendendo e condenando os traficantes em todo o país, e não apenas transferindo-os de uma comunidade para outra -sob pena de estarem criando uma guerrilha nos moldes colombianos.

Victor Germano Pereira (São Paulo-Capital)

“Aqui no Rio, as pessoas estão isoladas em casa, comércio fechado, empresas dispensando empregados, tiros, mortes, medo. E a mídia está falando da ótima política de segurança do Rio. O presidente parabeniza o governador, que por sua vez parabeniza o secretário da Segurança (este não sai do estúdio da Rede Globo), que humildemente transfere os louros para os policiais. Um coronel praticamente fez uma declaração de amor ao governador: “Nunca o Rio viu medidas tão eficientes de segurança pública”. Provavelmente haverá festa para comemorar os resultados. Por favor, senhores jornalistas: reajam. Mostrem as coisas como elas realmente são”.

Carlos Fernando (Rio de Janeiro-RJ)

Não deixe de ler este Editorial do jornal “FOLHA DE S.PAULO”

domingo, 26 de setembro de 2010

‘Todo poder tem limite’

Vai abaixo, por oportuno, o texto do editorial da Folha deste domingo, excepcionalmente veiculado na primeira página:

“Os altos índices de aprovação popular do presidente Lula não são fortuitos. Refletem o ambiente internacional favorável aos países em desenvolvimento, apesar da crise que atinge o mundo desenvolvido. Refletem, em especial, os acertos do atual chefe do Estado.

Lula teve o discernimento de manter a política econômica sensata de seu antecessor. Seu governo conduziu à retomada do crescimento e ampliou uma antes incipiente política de transferências de renda aos estratos sociais mais carentes. A desigualdade social, ainda imensa, começa a se reduzir. Ninguém lhe contesta seriamente esses méritos.

Nem por isso seu governo pode julgar-se acima de críticas. O direito de inquirir, duvidar e divergir da autoridade pública é o cerne da democracia, que não se resume apenas à preponderância da vontade da maioria.

Vai longe, aliás, o tempo em que não se respeitavam maiorias no Brasil. As eleições são livres e diretas, as apurações, confiáveis -e ninguém questiona que o vencedor toma posse e governa.

Se existe risco à vista, é de enfraquecimento do sistema de freios e contrapesos que protege as liberdades públicas e o direito ao dissenso quando se formam ondas eleitorais avassaladoras, ainda que passageiras.

Nesses períodos, é a imprensa independente quem emite o primeiro alarme, não sendo outro o motivo do nervosismo presidencial em relação a jornais e revistas nesta altura da campanha eleitoral.

Pois foi a imprensa quem revelou ao país que uma agência da Receita Federal plantada no berço político do PT, no ABC paulista, fora convertida em órgão de espionagem clandestina contra adversários.

Foi a imprensa quem mostrou que o principal gabinete do governo, a assessoria imediata de Lula e de sua candidata Dilma Rousseff, estava minado por espantosa infiltração de interesses particulares. É de calcular o grau de desleixo para com o dinheiro e os direitos do contribuinte ao longo da vasta extensão do Estado federal.

Esta Folha procura manter uma orientação de independência, pluralidade e apartidarismo editoriais, o que redunda em questionamentos incisivos durante períodos de polarização eleitoral.

Quem acompanha a trajetória do jornal sabe o quanto essa mesma orientação foi incômoda ao governo tucano. Basta lembrar que Fernando Henrique Cardoso, na entrevista em que se despediu da Presidência, acusou a Folha de haver tentado insuflar seu impeachment.

Lula e a candidata oficial têm-se limitado até aqui a vituperar a imprensa, exercendo seu próprio direito à livre expressão, embora em termos incompatíveis com a serenidade requerida no exercício do cargo que pretendem intercambiar.

Fiquem ambos advertidos, porém, de que tais bravatas somente redobram a confiança na utilidade pública do jornalismo livre. Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas -e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de implantá-lo“.