Posts com a Tag ‘matar’

Pensamento do dia: “Matar o tempo não é assassinato. É suicídio!” (Rabino Ezriel Tauber)

segunda-feira, 18 de março de 2013

Frase do Dia: “Não foi uma fatalidade, foi um assassinato, mesmo sem intenção de matar. Poderia ter acontecido com torcedores de todos os clubes e em todos os estádios, o que não exime o Corinthians de culpa”. (Tostão, médico, comentarista e ex-jogador)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

NOTA DO BLOG:

A torcida denominada “Gaviões da Fiel” vai apresentar um jovem de 17 anos que, supostamente, teria sido o responsável pelo crime. Há quem diga que se trata de um “laranja”, isto é, alguém que, por ser menor, asssume a culpa e viria a ter uma pena mais branda.

Acontece que, dentre os 12 torcedores que estão presos, dois portavam sinalizadores semelhantes àquele que matou o jovem boliviano.

Tenho para comigo que a polícia e a justiça bolivianas não vão aceitar, passivamente,  a história contada pela direção dos  “Gaviões da Fiel”.

Ditadura ameaçou matar filho de Milton Nascimento

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A ditadura militar acabou, mas ainda é uma ferida aberta para Milton Nascimento.

“Fui proibido de ver o meu filho. Se eu me encontrasse com ele, falavam que iam matá-lo. Fiquei quase 20 anos [sem vê-lo]“, conta. “Ninguém entendia. Mas eu não podia falar com ninguém. Eles queriam me maltratar. Se eu falasse com alguém –não sei como ficavam sabendo–, ameaçavam aquela pessoa. Fiquei calado muito tempo. Comecei a beber”.

Milton faz o desabafo à Serafina em sua casa incrustada num morro na Barra da Tijuca, no Rio. Seu filho, Pablo, nascido há 40 anos, é fruto do relacionamento com a socialite paulistana Káritas. O músico conta que foi ameaçado por Erasmo Dias (1924-2010) (foto ao lado), então secretário de Segurança de São Paulo.

Mas não quer aprofundar o assunto. Acha perigoso, teme represálias. “A situação melhorou. Mas o pessoal [que o ameaçou] ainda está aí, vivo. Prefiro deixar a coisa passar mais um pouco para poder falar sobre tudo”, afirma.

Milton fala que parou de beber num dia que viu pessoas bonitas e alegres na praia. “Falei: essa coisa não merece que eu me mate. Parei de beber e fiquei três dias na cama. Até que sentei, vi que não estava tremendo nem tonto. No dia seguinte, fui dirigindo para Três Pontas”, recorda.

A história de Milton durante a ditadura também teve censura e racismo. O seu “Milagre dos Peixes” (de 1973, que contém a música “Pablo”) virou um disco quase instrumental depois da tesoura imposta. “Era muito perseguido. Fui chamado várias vezes”, diz.

Numa delas, agentes do Dops queriam que ele desmentisse uma declaração sobre racismo. Milton tinha visto a filha do músico Paulo Moura (foto ao lado) ser barrada, por ser negra, em um clube em Copacabana. Protestou e denunciou à imprensa.

“Diziam que no Brasil não tinha racismo. Não desmenti porque estava do lado da menina, vi tudo”. Ele próprio foi barrado. “Em muitos lugares não me deixavam entrar por ser negro”, afirma.

Filho de uma empregada doméstica, Milton nasceu no Rio em 26 de outubro de 1942. Sua mãe biológica morreu de tuberculose quando ele tinha menos de dois anos. O pai ele nunca conheceu.

Órfão, foi adotado pela filha recém-casada da família da casa onde sua mãe trabalhara. Mudou-se com os novos pais para Três Pontas, Minas.

“Minha mãe [adotiva] sofreu muito. Ela casou com um cara e dois meses depois apareceu com um filho negro”.

Aos quatro anos, recebeu de sua madrinha seu primeiro instrumento: uma sanfona, relíquia que guarda até hoje.

Milton estudou contabilidade no segundo grau e desistiu do vestibular para economia. Queria ser músico e astrônomo. “Não tinha faculdade de astronomia em Belo Horizonte. Então continuei só com a música”. Mas mantém, até hoje, um telescópio no Rio e outro em Três Pontas.

O caminho da música não foi fácil. O final dos anos 1960, em São Paulo, ele lembra como uma época triste. “Não era chamado para nada”.

É TUDO VERDADE

Foi quando teve uma experiência num centro espírita. Relata ter visto uma “entidade” em 1967. “Ela falou que eu não podia ser triste porque muita gente ia precisar de mim. Disse que em tantos dias iria acontecer uma coisa que eu nem iria acreditar. E em tantos dias eu estava no Maracanazinho defendendo ‘Travessia’”, afirma.

Hoje, acredita “em tudo”. Além do espiritismo, já teve contato com o candomblé. “Fui criado na religião católica. Era coroinha, um dia briguei com o padre e resolvi não seguir mais o catolicismo”, explica.

O rompimento precoce não impediu que, mais tarde, ele realizasse a “Missa dos Quilombos” (1982), com dom Pedro Casaldáliga e Pedro Tierra, tratando de escravidão e preconceito. As temáticas latino-americanas, dos povos indígenas e da ecologia passaram a ser objeto de sua criação.

Milton está comemorando 50 anos de carreira e 40 do Clube da Esquina, o movimento mineiro que embalou gerações. Voz da campanha das Diretas (“Menestrel das Alagoas”, 1983), fez campanha por Tancredo Neves. Hoje quer distância da política.

Mas confia muito em Dilma. Há pouco tempo, localizou numa foto antiga a moça que viria a se tornar presidente. “Ela era muito ligada. A gente se reunia, ia aos bares”.

E gosta de namorar. Mas está sozinho no momento. “Agora, estou viajando. Mas não posso viver sem namorar. Não posso, nem quero”, fala.

E encara com naturalidade rumores sobre sua homossexualidade. “Não ligo para isso. Acho que ninguém tem nada a ver com nada”.

Em 1989, Milton compôs a música “River Phoenix (Carta a um Jovem Ator)” em homenagem ao jovem loiro e bonito que descobriu quando via filmes na TV em um hotel em Nova York em 1988. Tornaram-se amigos e trabalharam juntos no álbum “Txai” (1990). River (ao lado) veio ao Brasil em 1992, um ano antes de sua morte.

Neste ano, Milton já escreveu sete letras (uma delas em homenagem a Portinari). Em 2013, sai um novo CD. E ainda esse ano, um DVD. Continua com o pé na estrada. É fazendo shows que ganha dinheiro. “Gosto de viajar.” Os namoros ficam para depois.

Às vésperas de completar 70 anos, Milton Nascimento comemora cinco décadas de carreira.

Fonte: Revista Serafina (Folha de SP)

VAMOS CURTIR “TRAVESSIA”?

O CRIME NOSSO DE CADA DIA

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

BODAS DE OURO

terça-feira, 19 de junho de 2012

O câncer da próstata pode matar homens jovens

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Todos já sabemos, ou deveríamos saber, que o risco de câncer da próstata aumenta com a idade e que se concentra entre os idosos. Também sabemos que, com raras exceções, a maioria dos que são diagnosticados com este câncer acaba morrendo de outras causas e que, se bem tratados, mesmo os que morrem vitimados por ele, têm uma ampla sobrevivência.

Mas nem sempre: risco não é certeza! Já foram identificados 25 tipos diferentes do câncer da próstata; a maioria é indolente e avança lentamente gerando um padrão de comportamento médico, dominante em alguns países, de não tratar os pacientes de formas indolentes deste câncer, particularmente os mais idosos. Esses pacientes são acompanhados e são tratados apenas se e quando o câncer se torna mais agressivo e avança rapidamente.

Mas há casos de homens jovens com câncer da próstata, inclusive de homens jovens que morrem vitimados por ele. Foi o que aconteceu com um policial americano, Tim Barber, que faleceu aos 42 anos. Tim se tornou conhecido porque após a descoberta de que tinha câncer da próstata e de que era uma das suas variantes agressivas, ele se tornou um ativista em Tempe, no Arizona. Durante sua carreira de policial não faltou ao trabalho um só dia e gozava de excelente saúde.

O câncer foi descoberto em 2009: era uma forma agressiva que já havia avançado muito. O tratamento foi igualmente agressivo (quimioterapia e radioterapia); usualmente a quimioterapia só é usada em casos avançados, depois de que outros tratamentos fracassam. Por quê? Porque a químio aumenta a sobrevivência dos que sofrem deste câncer em apenas quatro meses – na mediana (mediana: metade dos pacientes sobrevive mais do que quatro meses e metade menos) e os efeitos colaterais são pesados. Os tratamentos produziram resultados temporários: o PSA voltou ao normal e os sintomas desapareceram, mas esse período de remissão durou pouco: voltaram, o câncer progrediu rapidamente e Tim faleceu perto de dois anos após o diagnostico, muito mais rapidamente do que a grande maioria dos pacientes.

Estatisticamente, a maioria dos pacientes não morre deste câncer, nem mesmo os diagnosticados com formas relativamente agressivas. Quanto mais alerta e conhecedora a população, mais baixa a taxa de mortalidade e, mesmo entre os que morrem, é maior a sobrevivência. Morrem muito menos e, mesmo entre os que morrem, há diferenças: sobrevivem por um tempo muito maior. Eu tenho uma forma agressiva, fui diagnosticado há 16 anos, e estou aqui nessa campanha de prevenção e cura, escrevendo para vocês.

A esposa de Tim participou da cruzada do marido e pretende seguir lutando para que os homens comecem a fazer testes de PSA cedo e não descuidem do tratamento. A campanha de prevenção deste câncer é empurrada, em medida substantiva, por mulheres e filhas de pacientes que morreram.

Não descuide!

Autor: GLÁUCIO SOARES IESP – UERJ

MALUF QUIS OU NÃO QUIS MATAR TANCREDO?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

A história política é  plena de mistérios. À medida em que o tempo passa os personagens vão tomando o rumo do céu e as dúvidas se multiplicam. Existe um episódio que, por desígnio dos deuses, ainda   mantém vivas  suas  duas  principais testemunhas. Sustenta até  hoje o general Newton de Oliveira e Cruz (foto ao lado), entrado nos noventa anos, que caracterizada a iminente vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral,  certa  manhã de domingo foi procurado por Paulo Maluf (foto ao lado), candidato a ser derrotado. Jogava peteca com amigos, seu esporte preferido,  mas interrompeu  a partida para receber o visitante inesperado. O objetivo da conversa não demorou. Maluf   aventava a hipótese de Tancredo sofrer “um acidente”  capaz de afastá-lo da sucessão e da vida, situação capaz de ser arquitetada pelos aparelhos de segurança.

Conforme a versão do  general, que havia chefiado o SNI e tinha seu nome ligado à repressão, o visitante deixou claro que para a  preservação do movimento militar, a proposta era de um atentado contra Tancredo Neves (foto abaixo).  Completa dizendo que levantou-se e botou Maluf para fora de sua casa.

No reverso da  medalha, o ainda deputado sustenta que em nenhum momento da conversa sugeriu qualquer ação contra o adversário. Ainda imaginava sair vencedor na eleição indireta e queria sentir o pensamento dos militares. Depois de a história aparecer na imprensa através de uma entrevista do general, Maluf entrou com representação na Justiça, pretendendo condená-lo como detrator,  mas o processo foi arquivado por falta de conteúdo.

A gente recorda esse episódio ainda inconcluso para que tenha noção de quanto a crônica política apresenta lapsos na memória  nacional.    Tancredo ganhou mas não levou, caindo doente horas antes de assumir a presidência da República.

Autor: Carlos Chagas, jornalista