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Notícia triste: SARA MONTIEL, morreu

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A atriz espanhola Sara Montiel, um ícone de Hollywood, faleceu nesta segunda-feira (8) em Madri aos 85 anos.

Nascida em 10 de março de 1928, Montiel, que também teve uma importante carreira como cantora, é considerada a atriz espanhola mais famosa de Hollywood.

Ela trabalhou em quase 50 filmes, alguns deles de grande sucesso comercial.

De imponente beleza e voz grave e sensual, a atriz, de uma família humilde de Ciudad Real, sul da Espanha, conquistou fama mundial com o western “Vera Cruz”, filmado em 1954 em Hollywood ao lado de Gary Cooper e Burt Lancaster, assim como com “La violetera” (1958) e “A última canção” (1957). Este último é o um dos filmes de maior bilheteria do cinema espanhol.

Sara Montiel, que na realidade se chamava María Antonia Abad Fernández, estreou no cinema com um pequeno papel no filme “Te quiero para mi” (1944), antes de participar em 48 produções até 1974. Em 1975, abandonou a carreira no cinema para dedicar-se à música.

Em um trecho de uma entrevista (sem data) difundida pela rádio pública espanhola RNE, a estrela se definiu como “uma mulher muito tranquila, muito modesta, muito normal”. Em outra entrevista à emissora Onda Cero, a atriz recordou suas experiências em Hollywood, especialmente seu encontro com Marlon Brando, em 1951.

“Fui idiota. Não dei nenhuma atenção a ele. Ele estava com Frank Sinatra fazendo ‘Eles e elas’, e fiquei conversando com ele a tarde toda”, contou. Também contou como conheceu a grande estrela da época, Greta Garbo, diante do jardim de sua casa.

“Estava em minha casa. Eu me levantei tarde porque continuava no fuso da minha vida espanhola. Vivi anos nos Estados Unidos, mas tomava café da manhã ao meio-dia, enquanto todos almoçavam.”

Casada entre 1957 e 1963 com o diretor americano Anthony Mann, um de seus quatro maridos, Montiel, muito cobiçada pelo público masculino, foi a primeira atriz espanhola a fazer sucesso em Hollywood.

Em 1975, abandonou a carreira no cinema para dedicar-se apenas à música, gravando músicas que entraram para a história, como o tango “Fumando espero”, na qual evocava notável elegância uma de suas grandes paixões: fumar charutos cubanos.

Seu segundo marido foi o industrial Vicente Ramírez Olalla. Em 1979, casou-se com outro empresário espanhol Pepe Tous, falecido em 1992, com quem adotou seus dois filhos, Thais e Zeus. Também viveu conhecidos romances com o escritor Ernest Hemingway, o ator James Dean e o próprio Gary Cooper.

Fonte: O Globo

VAMOS RECORDAR?

NOTA DO BLOG:

Tive o privilégio de assistir inúmeros filmes estrelados por essa linda mulher. E você?

Notícia triste: Emilio Santiago, morreu

quarta-feira, 20 de março de 2013

Morreu nesta quarta-feira (20), aos 66 anos, o cantor Emílio Santiago. Emílio estava internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, depois de sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) no dia 7 de março.

De acordo com o hospital, Emílio morreu às 6h30 da manhã. Ele teve complicação no quadro clínico de AVC (Acidente Vascular Cerebral) isquêmico – quando falta circulação de sangue no cérebro. “Infelizmente foi confirmada a morte do Emílio”, contou a assessora do cantor, Eulália.

O enterro está marcado para quinta-feira (21), às 11h, no Cemitério Memorial do Carmo, no túmulo que Emílio comprou em 2006 para a mãe.

Nascido no Rio de Janeiro em 6 de dezembro de 1946, Emílio Santiago era formado em Direito, mas o vício em ouvir Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto e João Gilberto em casa falou mais alto. Com o incentivo de amigos, participou de festivais e concursos musicais, chegando a se apresentar no programa “A Grande Chance”, de Flávio Cavalcanti.

A voz marcante, que embalava de baladas a sambas cheios de swing, conquistou críticos e fãs e o primeiro LP, com seu nome, foi lançado em 1975, com canções de Ivan Lins, João Donato e Nelson Cavaquinho.

O sucesso chegou ao cantor de vez em 1988, ao lançar o disco “Aquarela Brasileira”, primeira parte de um projeto de sete volumes, dedicado exclusivamente à música brasileira. A série de gravações ganhou uma versão ao vivo, “O Melhor das Aquarelas Ao Vivo”, em 2005.

O último disco de Emílio Santiago foi “Só Danço Samba (Ao Vivo)”, lançado em 2012, junto com um DVD. O cantor estava com quatro shows programados para o mês de março: dia 13 em Campinas (SP), dia 16 na quadra da Portela, no Rio, e nos dias 22 e 23 na capital paulista.

Sua última aparição ao vivo foi no programa “Encontro com Fátima Bernardes”, no dia 4 de março, onde cantou um de seus maiores sucessos, “Saigon”.

VAMOS “MATAR” SAUDADE?

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NOTA DO BLOG:
Mais um dos meus ídolos que se vai. Que pena. Que saudade.

WALMOR CHAGAS

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Fulgurante no teatro, no cinema, na televisão, na própria e extraordinária vida. Ninguém esperava que terminasse assim, como dizia minha sábia avó, “estava destinado”. Foi surpresa e tristeza. De todas as personalidades públicas (e não políticas) que foram embora em 2012 e neste início de 2013, Walmor é o único que deixa incerteza, perplexidade, um assombro não imaginado.

Há algum tempo, Walmor havia se isolado na chácara do Guaratinguetá, só saindo de lá para trabalhar, o que aconteceu a última vez em agosto do ano passado. Não há testemunho ou testemunha do seu tempo na chácara, não tinha nem televisão.

Guaratinguetá volta ao noticiário nacional pela segunda vez. Em 1914, Rodrigues Alves (ao lado), ex-presidente da República, comprou uma chácara lá, se isolou. Em 1918, muito doente, não conseguiu resistir à imposição do Partido Republicano, foi candidato a presidente e eleito pela segunda vez.

Só não conseguiu tomar posse, nem campanha fez. Não morreu logo, o cargo ficou com o vice Delfim Moreira, que também muito doente, só assinava papeis. Afrânio de Mello Franco governou 11 meses, o que se chama, na História, “a regência Mello Franco”. Rodrigues Alves morreu no início de 1919. No fim do mesmo ano, Epitácio Pessoa, que estava em Paris, “derrotou” Rui Barbosa. Numa eleição fraudada e falsificada.

por Helio Fernandes

Notícia triste: morreu Clayton Silva

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

O ator e humorista Clayton Silva (ao lado), conhecido pelos personagens “Louco” e “Caipira” do programa “A Praça É Nossa”, morreu na noite da última terça-feira (15), em Campinas (a 93 km de São Paulo), aos 74 anos.

Ele lutava contra um câncer há três anos e estava internado desde o dia 27 de dezembro.

O ator fazia parte do elenco do programa “A Praça é Nossa” do SBT, desde 1987, e era responsável pelos bordões “Tô de olho no sinhô” e “êta fuminho bão”.

No cinema, Clayton Silva atuou, entre outros filmes, em “O Bem Dotado, o Homem de Itu” (1978), “As Aventuras de Mário Fofoca”(1982) e “Pecado Horizontal” (1982).

O corpo do comediante será levado para São Paulo na tarde desta quarta (16) para o crematório da Vila Alpina, na zona leste da cidade. O velório acontece na cidade de Indaiatuba (a 98 km da capital).

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Notícia triste: Oscar Niemeyer, morreu

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O arquiteto Oscar Niemeyer morreu na noite de quarta-feira (5/12), no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro,  às 21h55. Ele estava internado desde o último dia 2 de novembro. Segundo o hospital, o arquiteto morreu após um quadro de infecção respiratória.

Símbolo da vanguarda e da crítica ao conservadorismo de ideias e projetos, o carioca Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho é apontado como um dos nomes mais influentes na arquitetura moderna mundial. Os traços livres e rápidos criaram um novo movimento na arquitetura. Ele teve obras de relevância no Brasil e no exterior.
Entre as mais importantes obras do arquiteto, destacam-se a construção de Brasília; o conjunto arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte; o Edifício Copan, em São Paulo; a Universidade de Constantine e a Mesquita de Argel, na Argélia; a Feira Internacional e Permanente do Líbano; o Centro Cultural de Le Havre-Le Volcan, na França; o Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba; os Centros Integrados de Educação Pública (Cieps) e a Passarela do Samba, no Rio de Janeiro; o Memorial da América Latina e o Parque do Ibirapuera, em São Paulo; e o Caminho Niemeyer, em Niterói, Rio de Janeiro; além do Porto da Música, na Argentina.
Dono de personalidade incisiva, Oscar Niemeyer acumulou histórias curiosas e inusitadas. Com o seu tom pessimista, dizia que as pessoas nunca mudariam, apenas o mundo, e revelava grandes segredos quando falava sobre os detalhes da carreira e as explicações de suas obras.

 Carreira

Quando era menino, gostava de desenhar com o dedo. Dizia que esse gosto o levou para a arquitetura. O arquiteto norteava seu trabalho com a preocupação de ser diferente e sempre considerando a arquitetura como invenção. Primeiro projeto do arquiteto foi feito quando ele ainda estava na faculdade. Foi uma casa para um tio que era médico.

                              Arquiteto Oscar Niemeyer em 19 de março de 1986

Uma das primeiras obras de Niemeyer, o bairro da Pampulha, em Belo Horizonte, foi projetado em uma noite, após um pedido de Juscelino Kubitschek. Ao surgir alguma ideia arquitetônica, Niemeyer desenhava a futura obra e redigia um texto para encontrar argumentos para o que iria projetar. Caso o texto não ficasse bom, repensava o projeto.

Depois de casado, foi trabalhar de graça para Lúcio Costa a fim de por em prática e aprender com o urbanista. Além de participar ativamente do Partido Comunista, Niemeyer era simpatizante do Movimento dos Sem Terra.

Brasília
No começo, achou Brasília longe demais, mas a determinação de Juscelino Kubitschek o fez prosseguir. Queria ter conversas e companhias mais variadas durante o período em que passaria na futura capital e levou vários amigos para Brasília, entre jornalistas, médicos e outros 15 que estavam desempregados na época.

Arquiteto explicava que projetou o teto do Congresso no nível das avenidas para possibilitar que quando as pessoas chegassem, vissem a Praça dos Três Poderes. Sobre as críticas de que o local não possuía sombra, justificava explicando que aquela é uma praça cívica, que precisa ter a arquitetura reassaltada. Tudo isso para fazer com o que o visitante sinta a importância da praça

Procurou dar unidade às suas obras. É o caso do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal, que têm o mesmo tipo de coluna. Queria uma Catedral diferente das antigas, que exprimisse concreto. Mesmo não sendo católico, se preocupou que quando as pessoas estivessem na nave vissem os espaços infinitos. Procurou a ligação da terra com o céu.

Na primeira vez que foi a Brasília de avião, sentou-se ao lado do Marechal Lott, que perguntou se o edifício reservado aos militares, o Quartel General do Exército, seria clássico, o arquiteto respondeu: “É. O senhor em uma guerra o que vai querer? Arma antiga ou moderna?”

Se decepcionou com o crescimento desordenado de Brasília. Para o arquiteto, a cidade precisava ter um cinturão verde em volta para impedir o crescimento desordenado.

Em 2009, idealizou a Praça da Soberania em frente à Rodoviária do Plano Piloto. No entanto, o projeto não foi adiante devido a pressão de arquitetos que eram contra a obra por ferir o plano de Lúcio Costa.

Medo de avião
Niemeyer dizia ter medo de andar de avião e só fazia isso quando se sentia realmente bem. Certa vez, em Brasília, foi obrigado a sobrevoar as construções juntamente com Juscelino Kubitschek. O presidente ameaçou prendê-lo caso não atendesse ao pedido.

O arquiteto só entrou no Palácio da Alvorada duas vezes. Uma em 1960 e outra em 2003, quando convidado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, fez uma viagem de dois dias, com paradas, do Rio de Janeiro até Brasília.

Em 2004, aos 96 anos, a fobia o impediu de ir até o Japão para receber o Prêmio Imperial, maior honra da área artística dos países asiáticos.

Sobre as críticas

Criticado por muitos sobre a falta de funcionalidade dos projetos, Oscar Nimeyer dizia: “ Se você ficar preocupado só com a função, fica uma merda”.

Arquiteto acreditava ser importante se preocupar com a beleza dos prédios. Sempre esteve ciente de que a população não poderia usufruir de suas obras, mas queria que ela pelo menos pudesse apreciá-las.

Frases e pensamentos

“A vida é um sopro”

“Tudo tem que dá uma explicação, mediocridade autiva é uma merda”

“Existem apenas dois segredos para manter a lucidez na minha idade: o primeiro é manter a memória em dia. O segundo eu não me lembro.

“Estou longe de tudo,
de tudo o que eu gosto,
da terra tão linda
que me viu nascer.
Um dia eu me queimo,
meto o pé na estrada,
é aí no Brasil
que eu quero viver;
cada um no seu canto,
cada um sob um teto
a brincar com os amigos,
vendo o tempo correr.
Quero olhar as estrelas,
quero sentir a vida,
é aí no Brasil
que eu quero viver.
Estou puto da vida
(essa gripe não passa!)
de ouvir tanta besteira,
não me posso conter.
Um dia eu me queimo
e largo tudo isto,
isto aqui não me serve,
não me serve de nada,
a decisão está tomada,
ninguém vai me deter.
Que se dane o trabalho
e este mundo de merda,
é aí no Brasil
que eu quero viver!”
Poema escrito enquanto estava no exílio

ALGUMAS DECLARAÇÕES FAMOSAS DE OSCAR NIEMEYER

- A razão é inimiga da imaginação. Às vezes, você tem de botar a razão de lado e fazer uma coisa bonita.

- A Arquitetura não muda nada. Está sempre do lado dos mais ricos. O importante é acreditar que a vida pode ser melhor

- A gente precisa sentir que a vida é importante, que é preciso haver fantasia para poder viver um pouco melhor.

- A gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem.

- A vida é importante; a arquitetura não é. Até é bom saber das coisas da cultura, da pintura, da arte. Mas não é essencial. Essencial é o bom comportamento do homem diante da vida.

- Cem anos é uma bobagem. Depois dos 70 a gente começa a se despedir dos amigos. O que vale é a vida inteira, cada minuto também, e acho que passei bem por ela.

- Como explicar que cruzar os braços é um problema e que a vida dura só um minuto?

- Eu diria que sou um ser humano como outro qualquer, que vim. Deixo a minha pequena história que vai desaparecer como todas as outras.

- Fiz o que quis. Juscelino Kubitschek nunca me disse para projetar cúpulas no Congresso, rampa no Planalto, parlatório – Até que ficou direitinho. Se não houvesse parlatório, os presidentes ficariam acenando para o povo de uma janela, como se fossem papas. Seria ridículo.

- Lembro, com prazer, que desenhei as colunas do Palácio da Alvorada, e com prazer maior ainda as vi depois repetidas por toda parte. Era a surpresa arquitetural contrastando com a monotonia existente.

- Lembro-me da noite em que Fidel esteve em meu escritório. Convidei amigos e, à meia-noite, quando ele ia embora, o elevador enguiçou. Para pegar o outro, ele teve de passar pelo apartamento de um vizinho, que até hoje conta essa ocorrência com certo orgulho. Dá para imaginar o susto do casal ao abrir a porta e dar de cara com o Fidel? O único comunista que mora nesse prédio sou eu. Mas, quando Fidel saiu, o edifício todo estava iluminado e o pessoal batendo palmas. Dizem que é preciso a noite para surgir o dia, e foi isso que aconteceu com Cuba.

- Na rua, protestando, é que a gente transforma o país.

- Nem os meus amigos, que me ajudaram muito, como o JK, entendiam. As pessoas viam os projetos e diziam: que bonito! Mas não estavam entendendo nada.

- Nossa passagem pela vida é rápida. Cada um vem, conta sua história, vai embora e depois ela será apagada para sempre. A vida continua.

- Não acredito em momento de glória: somos insignificantes demais para pensar nessas coisas.

- O ruim de Brasília é que quando a gente chega lá percebe que a cidade está inacabada.

- Quando alguém vai à Brasília, eu pergunto se viu o Congresso Nacional, e pergunto, depois, se gostou; se achou que o projeto era bom. Certo de que poderia ter gostado ou não, mas que nunca poderia dizer que tinha visto antes coisa parecida.

- Quando uma forma cria beleza tem na beleza sua própria justificativa.

- Se a reta é o caminho mais curto entre dois pontos, a curva é o que faz o concreto buscar o infinito.

Fonte: Correio Braziliense  

Notícia triste: Dave Brubeck, morreu

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Dave Brubeck, pianista de jazz norte-americano, morreu aos 91 anos na manhã desta quarta-feira (5) na cidade de Norwalk, em Connecticut, segundo informações da agência de notícias Associated Press.

Brubeck morreu de insuficiência cardíaca quando estava indo visitar seu cardiologista na companhia de seu filho Darius, de acordo com Russell Gloyd, empresário do pianista. Ele completaria 92 anos nesta quinta-feira (6).

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Da velhice, só escapa quem já morreu.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Como a mulher e o homem confrontam os 60 anos? O novo filme da diretora Julie Gavras, exibido na mostra internacional de São Paulo e com estreia em 11 de novembro, trata de envelhecimento. De como esconder ou assumir a idade. Aos 60 você se sente maduro, curioso e sábio ou velho, amargo e ultrapassado?

O título do filme no Brasil é assombrosamente ruim e apelativo: Late bloomers – O amor não tem fim. “Late bloomer” é uma expressão inglesa que denomina quem amadureceu tardiamente. Em francês, a tradução do título é clara e objetiva: Trois fois vingt ans (Três vezes 20 anos). Uma conta básica de multiplicação mostra que você já viveu bastante. Um dia teve 20 anos. Também comemorou ou receou os 40. E agora, aos 60, passa para o time dos velhos. Ou não?

Isabella Rossellini (Mary) e William Hurt (Adam) fazem o casal protagonista. Devido a um súbito lapso de memória, a mulher, professora universitária, percebe que envelheceu e toma medidas concretas em casa. Aumenta o tamanho dos números no aparelho de telefone, coloca barras na banheira para o casal não escorregar.

O homem, arquiteto famoso, se recusa a se imaginar velho, passa a conviver só com jovens e a se vestir como eles. Ela faz hidroginástica, mas se sente fora d’água, organiza reuniões com idosas e mergulha em trabalhos voluntários. Ele vai para o bar, bebe energéticos e vira a noite. Cada um se apega a sua visão de como envelhecer melhor, sem concessões.

                                 Isabella Rossellini (Mary) e William Hurt (Adam)

SEPARAÇÃO

Ambos acabam tendo casos extraconjugais. Há nos dois um desespero parecido. Mary exagera na consciência da proximidade da morte. E Adam exagera na negação. Depois de décadas de amor sólido, com os três filhos fora de casa e já com netos, o casal se vê prestes a engrossar as estatísticas dos divorciados após os 60 anos, ao descobrir que se tornaram estranhos e por isso ficam melhor sozinhos e livres.

O filme é uma comédia romântica para a idade avançada, um gênero quase inexistente. Julie Gavras (foto ao lado) não encontrou nenhuma atriz francesa que assumisse com humor os dilemas de uma sexagenária. “Precisava de alguém com a idade certa, mas que não tivesse feito cirurgia plástica”, diz Julie. ” Isabella foi perfeita porque entende que, quanto mais velha fica, mais liberdade tem”.

“Na França, diz a cineasta, “a idade é uma questão delicada para a mulher”. No Brasil, que cultua a juventude feminina como moeda de troca, é mais ainda.

Isabella, um dos rostos mais lindos do cinema, disse ter adorado fazer um filme sobre envelhecimento: “São tão poucos e tão dramáticos. E minha experiência tem sido pouco dramática, aliás bem cômica às vezes. Mulheres envelhecendo são vistas como uma tragédia e foi preciso uma cineasta mulher para ver diferente”.

Homens e mulheres reagem de maneira desigual à passagem dos anos? É arriscado generalizar. Depende de cada um. Compreendo que mulheres de 60 sintam mais necessidade de parecer jovens e desejáveis – mas alguns homens idosos se submetem a riscos para continuar viris. A obsessão da juventude eterna criou um grupo de deformadas que se sujeitam a uma cirurgia plástica por ano e perdem suas expressões. Mas também fez surgir outro tipo de sexagenárias, genuinamente mais belas, mais em forma, mais ativas e saudáveis enfim.

“As mulheres nessa idade querem aproveitar o mundo, viajar, passear, dançar, ver filmes e peças, fazer cursos. Os homens querem ficar em casa, curtir a família, os netos”, afirma a antropóloga Mirian Goldenberg (foto acima), que acaba de publicar um livro sobre a travessia dos 60.

“Elas se cuidam mais, eles bebem mais. Elas vão a médicos, fazem ginástica, eles engordam, gostam do chopinho com amigos ou sozinhos. Elas envelhecem melhor, apesar do mito de que o homem envelhece melhor. Muitas me dizem: ‘Pela primeira vez na vida posso ser eu mesma’.”

Da velhice ninguém escapa, a não ser que a morte o resgate antes. Cada um lida com ela de forma pessoal e intransferível.

O escritor Philip Roth, aos 78 anos, diz que “a velhice não é uma batalha; é um massacre”. Mas produz compulsivamente. Woody Allen, de 75 anos, dirige um filme por ano, mas acha que não há romantismo na velhice: “Você não ganha sabedoria, você se deteriora”.

Para Clint Eastwood (foto abaixo), de 81 anos, que ficou bem mais inteligente e charmoso com a idade, envelhecer foi uma libertação: “Quando era jovem, era mais estressado. Me sinto muito mais livre hoje. Os 60 e 70 podem ser os melhores anos, desde que você mude ou evolua”.

Prefiro acreditar em Eastwood. Por mais que a sociedade estabeleça como idoso quem tem acima de 60, a tendência é empurrar o calendário para a frente. Hoje, para os sessentões, velho é quem tem mais de 80. Os octogenários produtivos acham que velho é quem passou dos 90. No fim, velho mesmo é quem já morreu e não sabe.

por Ruth de Aquino (Época)

QUE PENA. O “JT” MORREU. ALIÁS, SERIA MELHOR DIZER: JÁ ESTAVA MORTO HÁ MUITOS ANOS. ESTÁ SENDO ENTERRADO.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Jornal da Tarde deixará de circular por uma decisão empresarial, tomada para o aprimoramento do foco estratégico do Grupo Estado. A última edição sairá no dia 31 de outubro. A determinação leva em conta o objetivo de investir na marca Estadão com uma estratégia multiplataforma integrada (papel, digital, áudio e vídeo e mobile), para levar maior volume de conteúdo a mais leitores, sem barreira de distância e custos de distribuição.

“Hoje, o meio jornal é a segunda mídia mais importante para a publicidade, com o dobro de participação do terceiro colocado. Daí a estratégia de focar no Estadão, principal marca do Grupo, e de investir em uma plataforma digital mais robusta e avançada”, declara Francisco Mesquita Neto, diretor presidente do Grupo Estado.

Mas a grande novidade estará num importante legado do JT: o Jornal do Carro, maior sucesso editorial do mercado de automóveis. A partir da próxima quarta-feira, dia 7 de novembro, o Jornal do Carro passa a circular encartado no Estadão, ampliado e com novas seções. O Jornal do Carro será a nova marca dos Classificados de Autos do Estadão também às quintas, sábados e domingos.

O novo Jornal do Carro será uma plataforma multimídia de alcance nacional. Aos cadernos semanais publicados no Estadão se somarão, em 2013, um portal com o melhor conteúdo do setor, dicas de compra e exclusiva tabela de preços online, revistas sazonais e eventos, além do já existente programa aos sábados na rádio Estadão ESPN (FM 92,9 e AM 700).

O JT deixará de existir, mas suas principais contribuições permanecem no seu irmão mais velho, o Estadão. Os leitores do JT – que nos últimos anos se aproximaram do universo de leitores do Estadão – já podem perceber esta proximidade por meio da vibração e qualidade do caderno de Esportes, do olhar atento do Metrópole e da criatividade e prestação de serviços do Divirta-se, marca original do JT, que circula toda sexta-feira no Estadão.

Com o objetivo de ampliar a estratégia de marcas que compõem o universo do Estadão, junto ao Jornal do Carro somam-se outros importantes títulos que já marcam a cobertura qualificada do jornal, como os cadernos Paladar, Viagem, Caderno 2, Casa, Economia & Negócios, Link, entre outros. “O Estadão é o jornal número um na Grande São Paulo e, com essas mudanças, vai ficar ainda mais forte”, reforça Francisco Mesquita Neto.

Ao longo de seus 46 anos de circulação, o JT foi polo de inovação e criatividade e, com seus premiados jornalismo e design gráfico e sua prestação de serviços, influenciou gerações de leitores e de profissionais da comunicação.

“O Grupo Estado agradece aos leitores do Jornal da Tarde por todos os anos de convivência, aos anunciantes, pelo apoio com que sempre nos prestigiaram, e a todos os profissionais que participaram dessa história: jornalistas, colunistas, publicitários, equipe de arte, integrantes das áreas comercial e administrativa, e das áreas de produção e distribuição”, finaliza Mesquita Neto.

Fonte: Estadão

NOTA DO BLOG:

Conheço o JT desde o seu lançamento. Era um jornal realmente de vanguarda e tinha no seu corpo de colaboradores, jornalistas da melhor qualidade. Porém, com o passar do tempo, na minha opinião e na opinião de muitos outros jornalistas, o JT passou a ser um jornal comum, como tantos outros, o que me leva, com tristeza,  a afirmar, que não fará nenhuma falta. A minha tristeza se justifica pela mudança radical que ele sofreu nos últimos anos, deixando de ser aquele gostoso “vanguardeiro” que  chegava às bancas e nos “deliciava” diariamente.

É uma pena, mas realmente não fará falta.