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Assim é a vida

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Esta é uma estória singela, muito divulgada na rede,  mas muito expressiva e portanto merece ser aqui repetida. Ela nos alerta de que não devemos deixar para amanhã aquilo que deve ser dito hoje.

Era uma vez… Um garoto que nasceu com uma doença que não tinha cura.

Tinha 17 anos e podia morrer a qualquer momento.

Sempre viveu na casa de seus pais, sob o cuidado constante de sua mãe.

Um dia decidiu sair sozinho e, com a permissão da mãe, caminhou pela sua quadra, olhando as vitrines e as pessoas que passavam.

Ao passar por uma loja de discos, notou presença de uma garota, mais ou menos da sua idade, que parecia ser feita de ternura e beleza.

Foi amor a primeira vista.

Abriu a porta e entrou, sem olhar para mais nada que não a sua amada.

Aproximando-se timidamente, chegou ao balcão onde ela estava.

Quando o viu, ela deu-lhe um sorriso e perguntou se podia ajudá-lo em alguma coisa.

Era o sorriso mais lindo que ele já havia visto, e a emoção foi tão forte que ele mal conseguiu dizer que queria comprar um CD.

Pegou o primeiro que encontrou, sem nem olhar de quem era, e disse:

- Esse aqui.

- Quer que embrulhe para presente?

Perguntou a garota sorrindo ainda mais e ele só mexeu com a cabeça para dizer que sim.

Ela saiu do balcão e voltou, pouco depois, com o CD muito bem embalado.

Ele pegou o pacote e saiu, louco de vontade de ficar por ali, admirando aquela figura encantadora.

Daquele dia em diante, todos as tardes voltava a loja de discos e comprava um CD qualquer.

Todas às vezes a garota deixava o balcão e voltava com um embrulho cada vez mais bem feito, que ele guardava no closet, sem nem abrir.

Ele estava apaixonado, mas tinha medo da reação dela, e assim, por mais que ela sempre o recebesse com um sorriso doce, não tinha coragem para convidá-la para sair e conversar.

Comentou sobre isso com sua mãe e ela o incentivou, muito, a chamá-la para sair.

Um dia, ele se encheu de coragem e foi para a loja.

Como todos os dias comprou outro CD e, como sempre, ela foi embrulhá-lo.

Quando ela não estava vendo, escondeu um papel com seu nome e telefone no balcão e saiu da loja correndo.

No dia seguinte o telefone tocou e a mãe do jovem atendeu.

Era a garota perguntando por ele.

A mãe, desconsolada, nem perguntou quem era, começou a chorar e disse:

- Então, você não sabe? Faleceu essa manhã”.

Mais tarde, a mãe entrou no quarto do filho, para olhar suas roupas e ficou muito surpresa com a quantidade de CDs, todos embrulhados.

Ficou curiosa e decidiu abrir um deles.

Ao fazê-lo, viu cair um pequeno pedaço de papel, onde estava escrito:

“Você é muito simpático, não quer me convidar para sair? Eu adoraria”.

Emocionada, a mãe abriu outro CD e dele também caiu um papel que dizia o mesmo, e assim todos quantos ela abriu traziam uma mensagem de carinho e a esperança de conhecer aquele rapaz.

Assim é a vida: não espere demais para dizer a alguém especial aquilo que você sente. Diga-o já.  Amanhã pode ser muito tarde.

Aproveite e fale, escreva, telefone e diga o que ainda não foi dito.

Não deixe para amanhã. Quem sabe não dá mais tempo.

Autor desconhecido

Morte

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Morte, morte, morte, morte, morte. É impressionante como o Brasil, que se escandaliza com as matanças em escolas e cinemas nos EUA, se acostumou com histórias cinematográficas de assassinatos em toda a parte do país.

O dono de um restaurante do litoral paulista esfaqueia e mata um cliente por causa de R$ 7. Um cliente faz o contrário no DF: liquida a tiros o dono de um “self-service” que não admitia restos no prato.

 Uma moça em final de gravidez leva um tiro e morre. Por causa de uma mochila barata, uma adolescente é atingida, sem chance de socorro, em um bairro nobre paulistano.
Já uma menininha com uma bala na cabeça, mas com chance de sobreviver, espera por oito horas o cirurgião que não vem e acaba morrendo num hospital no Rio.

Um cidadão é morto, na frente da mulher e da enteada, por uma garota de 15 anos. Nada menos que 56 mulheres foram assassinadas no Paraná no ano passado.
E, numa periferia de Brasília, a cena macabra: as cabeças de um casal gay expostas no meio da rua, enquanto a casa deles vira cinzas.

Em São Paulo, os índices são chocantes: em 2012, os homicídios cresceram mais de 15% no Estado e 34%, numa versão, ou 40%, em outra, na capital. E são materializados nas chacinas e nas mortes em sequência de policiais.

O governo Alckmin gaba-se de que os índices ainda estão entre os melhores do país, mas isso não ameniza o fato de que a tendência de queda foi interrompida e de que a meta de 10 homicídios por 100 mil habitantes não foi atingida.

É preocupante para um candidato à reeleição em 2014, com Lula a mil por hora no seu encalço, mas é desesperador para a população que não sabe mais como morar, dirigir, andar –ou seja, como viver.

A jabuticaba, azeda como ela só, é que a onda de violência no país coincide com recordes de arrecadação de impostos: mais de R$ 1 trilhão.

por Eliane Cantanhêde, jornalista e colunista da Folha

“Matamos e fomos comer jaca!”

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

“Matamos e fomos comer jaca”. Este foi o título da matéria de Wilton Junior, publicada no jornal A Tribuna, onde três adolescentes assassinaram uma criança de 11 anos idade – maltrataram o menino e depois o enterraram ainda vivo, …“e fomos comer jaca”.

Esse é mais um drástico acontecimento que reforça, mais uma vez, a necessidade urgente de uma revisão da lei da maioridade penal. A virulência de um crime não pode ser medida a partir de uma idade cronológica.

Pelo teor do crime praticado, o cumprimento de uma pena em si, pode durar uma vida. A realização de um trabalho de ressocialização do autor do crime deve ser levado a sério no que diz respeito à gravidade de sua periculosidade.

Na Inglaterra, por exemplo, temos vários exemplos de crianças de 10 a 12 anos que sofreram penas de algumas décadas, por terem cometido assassinatos. Naquele país, a maioridade penal vale a partir dos 12 anos.

A realidade deve ser concebida como uma realidade. Se quisermos mudar alguma coisa em nosso país devemos deixar de lado os sentimentos e passarmos a lidar com crua realidade dos fatos. A estabilidade na vida será maior quando pais conseguirem adotar, verdadeiramente, os seus filhos.

Isso não é simples: filhos desejados, filhos não desejados.

A sociedade, a partir das suas instituições competentes, deve adotar, como numa família, os menores que sinalizam, aqui ou ali, práticas desviantes. O bom trabalho de agentes públicos deve incluir o atrevimento de uma implicação que não se acomode nas regras dadas de antemão.

Uma intervenção somente promove mudanças significativas se ela mesma opera nas bordas e nos limites impostos pela ordem estabelecida.

Se a sociedade se isenta de sua responsabilidade pelos atos desviantes desses jovens estes, cada vez mais, serão colocados à margem do convívio pelo caminho da violência.

Insisto, a lei da maioridade penal, ainda vigente em nosso País, tornou-se uma lei perversa. Uma lei que não mais preconiza os limites necessários – o que legitima uma lei como lei é o seu caráter de necessidade –, estimula o jovem em violência a um desvio de seu itinerário, levando-o facilmente ao mundo da criminalidade.

Ministros, desembargadores, políticos, juízes, promotores, delegados, policiais, advogados, estudantes de Direito, famílias: onde estão que não se pronunciam? Nada dizem, nada fazem, tudo permanece como está! Vivemos uma vida emudecida.

As famílias vivem em seus isolamentos, voltadas a uma individualidade insensata, narcísica, sem caminhar rumo a uma conquista social.

Numa família os pais precisam punir seus filhos para que aceitem os limites da lei impostos a seus atos, o mesmo deve se repetir em sociedade quando jovens têm dificuldade em reconhecer que todo ato gera consequências que esbarram nos limites da mesma lei civilizatória.

Não se educa, não se ensina responsabilidade, isentando crianças e adolescentes das consequências de seus atos. Adolescentes que se tornam violentos, frequentando os territórios de uma marginalidade, carregam na cabeça a fantasia de que não foram desejados pelos pais, que teria sido melhor não tivessem nascidos, já que não encontram um lugar na sua própria existência.

Por isso mesmo, muitas vezes os cuidados vindos da sociedade não encontram uma resposta que corresponda aos investimentos amorosos. São sujeitos que carregam uma desesperança tão assustadora que a vida em si não tem valor.

O que dizer quando um filho torna-se a resposta impensada de uma gravidez inconsequente?

O que é fundamental é que tenha havido desejo na união de um homem e de uma mulher, para que possam ocupar a função de pai e de mãe.

por José Nazar,  psiquiatra e psicanalista.

Polícia suspende enterro para investigar morte. CUIDADO !!! NATURAL LIFE HARP 100 mg pode MATÁ-L0 !!!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A Polícia Civil de Votuporanga investiga possível relação entre a morte de um homem de Américo de Campos com o uso de medicamentos apreendidos na manhã de ontem.

No final da tarde, foi determinada a suspensão do funeral da vítima, para que o corpo fosse encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para laudo sobre a influência ou não do medicamento em sua morte.

De acordo com o delegado Antonio Marques do Nascimento, da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (Dise) de Votuporanga, a polícia chegou até a casa de Maria Doraci Galavoti Cestaro, 73 anos, que vendia o medicamento, depois de denúncia à Vigilância Sanitária da família de Romildo Garcia Vieira, 46, que morreu na manhã de ontem.

“Ele tomou o remédio durante dois anos e tinha suspendido o uso havia dois meses, mais ou menos. Agora, vamos investigar o que há na composição do remédio e se houve alguma relação com a morte”
, diz João Batista Bernardo, da Vigilância Sanitária do município.

Segundo a Santa Casa de Votuporanga, Vieira estava internado desde o dia 3 de julho e morreu às 5 horas de ontem por falência de múltiplos órgãos, septicemia por provável infecção urinária e insuficiência renal aguda. O hospital não informou quais sintomas o paciente apresentava quando foi internado.

 

Procurada ontem pela reportagem, a família da vítima não quis falar sobre o assunto. Antes de fazer buscas na residência da senhora, um policial à paisana comprou um frasco do medicamento, que contém 15 cápsulas, por R$ 48. Com nome de “Natural Life Harp 100 mg”, o remédio garante ser 100% natural e promete curar dores de qualquer natureza.

“Já tivemos denúncia desse medicamento em todo o País, agora vamos analisar se há presença de corticóide e outras substâncias em sua fórmula”, afirma Bernardo.

Os frascos encontrados são iguais ao entregue pela família de Vieira.

“O frasco que estava na casa dele é igual, agora vamos ver se a composição das cápsulas é a mesma”, afirma o delegado.

Para a polícia, Maria Doraci disse que comprava o medicamento de um vendedor de Brasília e revendia na região.

“Quando fizemos as buscas, encontramos alguns frascos embalados para serem enviados a São Paulo”, diz Nascimento.

Além de 19 frascos do medicamento, foram apreendidos um computador e uma agenda com anotações sobre as vendas. A mulher foi ouvida pela polícia e liberada.

Ela vai responder por crime contra a saúde pública, cuja pena varia de 10 a 15 anos de reclusão e multa. Os laudos do medicamento e da necrópsia no corpo de Vieira devem sair em 30 dias. Não foi informado  a nova data e o horário do enterro, que seria realizado ontem, em Américo de Campos.

ANÁLISE

Excesso de corticoide traz danos à saúde

O excesso de corticoide no organismo pode causar, dentre inúmeros outros problemas à saúde da pessoa, osteoporose, necrose asséptica, pancreatite, úlcera duodenal, diabete (e piorar a diabete de quem já tem a doença), hipertensão, lesão na pele, piorar infecções já existentes e ser imunossupressora.

É um medicamento extremamente perigoso, utilizado para o tratamento de doenças como leucemia e lupus.

Ele é muito utilizado na medicina, mas só deve ser ingerido sob prescrição médica e com a orientação de um profissional habilitado, nunca por conta própria.

Além disso, quando o uso for suspenso, o paciente não pode parar de tomar repentinamente, deve ser algo gradual.

Isso acontece porque a suprarrenal, que produz a cortizona naturalmente no organismo pára a produção quando a necessidade é suprida por medicamentos e, caso não haja uma diminuição gradual é causado um funcionamento agudo que pode levar à morte por choque causado pela queda da pressão do paciente.

Resumindo, é um medicamento perigoso que nunca deve ser utilizado sem orientação médica.

por José Eduardo de Arruda Souza, delegado superintendente do Conselho Regional de Medicina (Cremesp) de Rio Preto

O QUE ACONTECE NO MEIO

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início.

Que o pensamento é uma aventura sem igual.

Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro.

Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato.

Que amar é lapidação, e não destruição.

Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais.

Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso.

Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante.

Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa.

Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo.

Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio.

Que todas as escolhas geram dúvida, todas.

Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.

Que adultos se divertem muito mais do que os adolescentes.

Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos.

Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável.

Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).

Que tocar na dor do outro exige delicadeza.

Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência.

Que não é preciso se estressar tanto em busca do orgasmo, há outras coisas que também levam ao clímax: um poema, um gol, um show, um beijo.

No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário.

Que é mais produtivo agir do que reagir.

Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue.

Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais.

Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

por Martha Medeiros.

A segurança e o espírito reencarnado

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Você pode até não acreditar, mas trata-se de uma entrevista muito interessante. Leia e comente.

No livro “Para Onde Iremos Após a Morte?”, o médium Nelson Moraes pergunta ao espírito Aulus:

- Devo entender que não existe uma só criatura sofrendo inocente na Terra, mesmo quando se torna vitima de um acidente?

- Sem dúvida! Nada, nem mesmo um acontecimento inesperado pode interromper ou contrariar a lei que nos garante receber cada segundo nossas obras.
Ninguém pagará pelo que não deve nem colherá o que não semeou.

- Em um mundo como o nosso onde vemos proliferar a criminalidade e os acidentes de grande e pequeno porte acontecerem quase todos os dias, de que forma estamos resguardados dos nosso direitos para que não venhamos a sofrer inocentes?

- Observa os acontecimentos que envolvem tais tragédias e verás quantas vidas foram poupadas de forma inexplicável pela lógica e pela razão humana, colocando em cheque a inteligência e o raciocínio das mentes materialistas.

- E quanto aos crimes cometidos durante um assalto?

- Quando renascemos no corpo, trazemos gravadas em nosso subconsciente todas as informações referentes as nossas necessidades evolutivas. Se, no contexto dessas informações, acusa a necessidade de um resgate através de uma morte
violenta em determinado momento de nossa vida, automaticamente nos conduziremos para o cenário desse acontecimento. Caso contrário, nenhuma força deste mundo vai nos fazer estar ali naquele momento.

- Suponhamos que as leis de Deus me concederam viver encarnado durante 80 anos na Terra. Mas aos 40 anos de idade eu vou caminhando por uma rua erma e, lá na frente, surge um criminoso completamente drogado que, ao me ver, decide me matar e tomar tudo o que eu tenho. Eu ignoro as suas intenções e continuo caminhando na sua direção. De que forma minha morte poderá ser evitada?

- Todos nós somos envolvidos por um campo sensorial que, na verdade, se constitui em um campo de força protetor irradiado a nossa volta pelo nosso subconsciente e intimamente ligado a ele. Nada que venha contrair ou violentar nossos direitos consegue penetrá-lo. O criminoso em questão, ao se aproximar, é envolvido e subjugado por essa energia que inibe as suas intenções no mesmo instante. Desencorajado de praticar o que planejara, passa adiante sem compreender o que aconteceu.

- Da mesma forma, somos protegidos das doenças que não merecemos sofrer?

- Sem dúvida.

- E no caso das armas disparadas a esmo, cujo projétil acaba atingindo alguém?

- Essa energia que nos envolve é a expansão do nosso perispírito que, além de formar um campo protetor natural, amplia a sensibilidade do espírito encarnado, o que lhe permite, através do sensório, detectar o perigo com antecedência. No caso em questão, o subconsciente informado do perigo iminente automaticamente leva o encarnado a se mover naquele instante, evitando ser atingido. Caso a morte nessas condições se constitua em necessidade expiatória, e é chegada a hora de cumpri-la, acontece o oposto: mesmo se estiver fora do alcance do perigo, ao mover-se, é mortalmente atingido.

- Seria esse processo o que chamamos de sexto sentido?

- Nossos sentidos vão muito além dos que foram catalogados pela ciência acadêmica.

- E quando somos roubados ou assaltados, sofrendo apenas prejuízos materiais, esse acontecimento faz parte de um resgate?

- Nem sempre. Pode ser apenas uma lição a fim de que os nossos valores espirituais sejam colocados à prova.

- Diante dessa revelação, onde descobrimos que dispomos de uma proteção natural e inteligente a título de esclarecer aos leitores, me sinto na obrigação de perguntar:

Qual a função dos espíritos protetores?

- Os espíritos protetores que nos acompanham durante o período que estamos reencarnados têm como missão proteger-nos de males menores e desnecessários à nossa evolução e ampara-nos nas provações, para que não venhamos a sucumbir às tentações. Associam-se às nossas realizações louváveis e intercedem por nós nos momentos mais aflitivos. Não interferem na nossa liberdade, mas ajudam-nos a conquistar o que temos por direito. Finalmente, será o amigo que nos receberá no mundo espiritual ao final das nossas experiências terrenas – isso se não nos distanciarmos dele através dos caminhos equivocados.

UMA CARTA DE AMOR A UM PAI QUE SE FOI

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O jornalista Mauro Beting (foto ao lado), filho do também jornalista Joelmir Beting, que morreu nesta quinta-feira, publicou uma carta na internet em homenagem ao pai. Ele também leu o texto ao vivo na Rádio Bandeirantes. “Uma coisa aprendi com você, Babbo. Antes de ser um grande jornalista é preciso ser uma grande pessoa. Preciso tentar ser uma grande pessoa. Como você fez as duas coisas”, escreveu.

Leia a íntegra.

Nunca falei com meu pai a respeito depois que o Palmeiras foi rebaixado. Sei que ele soube. Ou imaginou. Só sei que no primeiro domingo depois da queda para a Segunda pela segunda vez, seu Joelmir teve um derrame antes de ver a primeira partida depois do rebaixamento.

Ele passou pela tomografia logo pela manhã. Em minutos o médico (corintianíssimo) disse que outro gigante não conseguiria se reerguer mais”.

No dia do retorno à segundona dos infernos meu pai começou a ir para o céu. As chances de recuperação de uma doença autoimune já não eram boas. Ficaram quase impossíveis com o que sangrou o cérebro privilegiado. Irrigado e arejado como poucos dos muitos que o conhecem e o reconhecem. Amado e querido pelos não poucos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.

Morre o jornalista Joelmir Beting.

Meu pai.

O melhor pai que um jornalista pode ser. O melhor jornalista que um filho pode ter como pai.

Preciso dizer algo mais para o melhor Babbo do mundo que virou o melhor Nonno do Universo?

Preciso. Mas não sei. Normalmente ele sabia tudo. Quando não sabia, inventava com a mesma categoria com que falava sobre o que sabia.

Todo pai é assim para o filho. Mas um filho de jornalista que também é jornalista fica ainda mais órfão.

Nunca vi meu pai como um super-herói. Apenas como um humano super. Só que jamais imaginei que ele pudesse ficar doente e fraco de carne. Nunca admiti que nós pudéssemos perder quem só nos fez ganhar.

Por isso sempre acreditei no meu pai e no time dele. O nosso.

Ele me ensinou tantas coisas que eu não sei. Uma que ficou é que nem todas as palavras precisam ser ditas. Devem ser apenas pensadas. Quem fala o que pensa não pensa no que fala. Quem sente o que fala nem precisa dizer.

Mas hoje eu preciso agradecer pelos meus 46 anos. Pelos 49 de amor da minha mãe. Pelos 75 dele.

Mais que tudo, pelo carinho das pessoas que o conhecem, logo gostam dele. Especialmente pelas pessoas que não o conhecem, e algumas choraram como se fosse um velho amigo.

Uma coisa aprendi com você, Babbo. Antes de ser um grande jornalista é preciso ser uma grande pessoa.

Com ele aprendi que não tenho de trabalhar para ser um grande profissional. Preciso tentar ser uma grande pessoa. Como você fez as duas coisas.

Desculpem, mas não vou chorar. Choro por tudo. Por isso choro sempre pela família, Palmeiras, amores, dores, cores, canções.

Mas não vou chorar por algo mais que tudo que existe no meu mundo que são meus pais. Meus pais, que também deveriam se chamar minhas mães, sempre foram presentes. Um regalo divino.

Meu pai nunca me faltou mesmo ausente de tanto que trabalhou. Ele nunca me falta por que teve a mulher maravilhosa que é dona Lucila. Segundo seu Joelmir, a segunda maior coisa da vida dele. Que a primeira sempre foi o amor que ele sentiu por ela desde 1960. Quando se conheceram na rádio 9 de julho. Onde fizeram família. Meu irmão e eu. Filhos do rádio.

Filhos de um jornalista econômico pioneiro e respeitado, de um âncora de TV reconhecido e inovador, de um mestre de comunicação brilhante e trabalhador.

Meu pai.

Eu sempre soube que jamais seria no ofício algo nem perto do que ele foi. Por que raros foram tão bons na área dele. Raríssimos foram tão bons pais como ele. Rarésimos foram tão bons maridos. Rarissíssimos foram tão boas pessoas. E não existe outra palavra inventada para falar quão raro e caro palmeirense ele foi.

Mas sempre é bom lembrar que palmeirenses não se comparam. Não são mais. Não são menos. São Palmeiras. Basta.

Como ele um dia disse no anúncio da nova arena, em 2007, como esteve escrito no vestiário do Palmeiras no Palestra, de 2008 até a reforma: “explicar a emoção de ser palmeirense a um palmeirense é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense… é simplesmente impossível!.

A ausência dele não tem nome. Mas a presença dele ilumina de um modo que eu jamais vou saber descrever. Como jamais saberei escrever o que ele é. Como todo pai de toda pessoa. Mais ainda quando é um pai que sabia em 40 segundos descrever o que era o Brasil. E quase sempre conseguia. Não vou ficar mais 40 frases tentando descrever o que pude sentir por 46 anos.

Explicar quem é Joelmir Beting é desnecessário. Explicar o que é meu pai não estar mais neste mundo é impossível.

Nonno, obrigado por amar a Nonna. Nonna, obrigado por amar o Nonno.

Os filhos desse amor jamais serão órfãos.

Como oficialmente eu soube agora, 1h15 desta quinta-feira, 29 de novembro. 32 anos e uma semana depois da morte de meu Nonno, pai da minha guerreira Lucila.

Joelmir José Beting foi encontrar o Pai da Bola Waldemar Fiume nesta quinta-feira, 0h55.

por Mauro Beting

Vida, depois da vida

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris.

Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação, o genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram divulgados após  a sua morte.

Um deles, fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras: a morte não é o fim de tudo.

A morte nada mais é do que o fim de uma coisa e o começo de outra.

Na morte, o homem acaba, e o espírito começa.

A morte é uma mudança de vestimenta.

Na morte, o homem fica sendo imortal.

A vida é o poder que tem o corpo de manter o espírito sobre a Terra, enquanto que, a morte, é uma continuação. Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.

Os espíritos passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz, aproximam-se cada vez mais de Deus.

Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem. Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito.

(autoria desconhecida)